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Comissão de Ética da Presidência pede acesso conversas de Joesley com ministro Marcos Pereira

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BRASÍLIA — Dois dias depois de a Câmara arquivar a segunda denúncia criminal contra o presidente Michel Temer com base nas delações da JBS, a (CEP) pediu ao Supremo Tribunal Federal () acesso a gravações do empresário , dono da JBS. No último dia 27, a CEP solicitou ao ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato na Corte, que lhe remeta a íntegra de conversas de Joesley com o ministro da Indústria e Comércio, , e com Antônio Carlos Ferreira, ex-vice presidente da Caixa. A petição chegou ao STF na última segunda-feira.

O documento chegou de fato ao STF no dia 30, e ainda não houve decisão do relator, ministro Edson Fachin, para atender ou rejeitar o pedido. A delação de Joesley, revelada pelo GLOBO em maio deste ano, levou à abertura de inquéritos contra Temer. Ele gravou o próprio presidente e outros políticos, entre eles Marcos Pereira e o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

A existência dos áudios de Pereira e de Ferreira veio a público em outubro. As provas foram entregues como um complemento da delação de Joesley, que se encontra preso. Em sua delação, o dono da JBS disse que pagou R$ 6 milhões de propina a Marcos Pereira. O vice-presidente da Caixa seria um intermediário do ministro. Em troca, teria ajuda para liberação de empréstimo no banco.

Em julho, o presidente da CEP, Mauro Menezes, havia informado à presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, que o colegiado vivia um impasse provocado pela Lava-Jato: estavam emperrados processos éticos contra dois ministros, quatro ex-ministros e um vice-presidente da Caixa. Ele afirmou que eram necessárias mais provas para sanar conflitos de versões entre delatores e autoridades. A Corte ainda investiga esses casos e os documentos estão em sigilo. A Comissão de Ética do Planalto pode até recomendar a exoneração de ministros. O presidente da República não pode ser processado pela comissão.

Estão suspensas apurações éticas contra os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Secretaria-Geral), o vice-presidente da Caixa, Antônio Carlos Ferreira, e os ex-ministros Geddel Vieira Lima, Edison Lobão e Paulo Bernardo. À exceção de Geddel e Antônio Carlos, que têm processos por conta de delações da JBS, as outras apurações são baseada em colaborações premiadas da Odebrecht.

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