A Câmara dos Deputados iniciou às 9h a sessão que analisa a denúncia por corrupção passiva contra Michel Temer, o primeiro presidente da República a ser alvo de acusação formal por um crime comum durante o exercício do mandato. Deputados começaram a votar a denúncia por volta das 18h30.
Os deputados votam por aceitar ou rejeitar o prosseguimento da denúncia. Para o Supremo Tribunal Federal julgar a acusação da Procuradoria Geral da República, é necessário o aval da Câmara. Em caso de aceitação pela Corte, o presidente é afastado por até 180 dias.
Pela manhã, falaram o relator do parecer da Comissão de Consituição e Justiça, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) e o advogado do presidente, Antonio Cláudio Mariz de Oliveira. Após sucessivas tentativas de obstrução da oposição, com requerimentos e questões de ordem, a sessão atingiu o tempo limite de cinco horas e teve de ser encerrada.
Com isso, Maia teve de convocar uma nova sessão às 14h, em que o quórum de 342 deputados foi atingido por volta das 15h20. Após novas tentativas da oposição em interromper a sessão com questões de ordem, tumulto e empurra-empurra entre os deputados, e notas de dólar jogadas ao alto, os líderes das bancadas orientam, neste momento, pela admissibilidade da denúncia contra Temer.
Com mais de 172 votos favoráveis a base aliada do governo de Michel Temer conseguiu barrar o prosseguimento da denúncia por corrupção passiva contra o presidente na Câmara. No Amazonas, somente os deputados Hissa e Conceição votaram para o prosseguimento das investigações contra o presidente.

