Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Evelyne dos Santos Gonçalves foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, lançada sem cordas durante um salto de rope jump de 40 metros na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, em junho de 2026.
Segundo a denúncia, os três primeiros respondem por homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Já Evelyne foi acusada de homicídio com dolo eventual qualificado por omissão imprópria e também de fraude processual. Todos permanecem presos.
O MP sustenta que os denunciados tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas não adotaram medidas básicas de segurança, como a checagem da corda de proteção e a dupla conferência dos equipamentos. Além disso, aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente o rope jump sem atender às exigências legais e priorizava interesses econômicos e divulgação em redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.
As defesas já começaram a se manifestar. Os advogados de Maicon Fernandes e Luis Felipe afirmaram que discordam da denúncia e que vão demonstrar em juízo que a conduta foi culposa, sem qualificadoras. A defesa de Evelyne informou que analisará o caso e se pronunciará em momento oportuno.
O Ministério Público pediu a manutenção da prisão preventiva dos três homens e a conversão da prisão temporária de Evelyne em preventiva. Também solicitou que o Judiciário fixe indenização de R$ 200 mil por danos causados. Agora, cabe à Justiça decidir se aceita a denúncia; caso aceite, os réus poderão ser levados a júri popular.



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