O acordo envolve o Parque Global, um complexo imobiliário de alto padrão, e a Fundação Aron Birmann, administradora do Burle Marx, para restaurar o ícone arquitetônico, considerado um importante atrativo do parque. A parceria inclui ainda melhorias nas trilhas e no bosque de jabuticabeiras que circunda o casarão. O processo tramita desde 2017.
Após a série de avaliações e autorizações emitidas por órgãos de preservação, o aval para início das obras pode sair nas próximas semanas. A expectativa é de entregar a Casa de Taipa revitalizada em 2023.
A parceria foi anunciada pelo presidente do Conselho da Fundação Aron Birmann ao lado do diretor-geral da Benx Incorporadora, Luciano Amaral, e de Daniela Almada, diretora da Related Group. "É um prazer enorme poder contribuir com a restauração da histórica Casa de Taipa, um símbolo arquitetônico importante da nossa história. Investir em mais espaços de cultura, que valorizam a nossa arte e a nossa história, é um caminho bom para todos", disse Amaral.
O projeto de restauro patrocinado pelo Parque Global prevê que a construção seja refeita utilizando o mesmo processo original, de taipa de pilão. "Algumas paredes precisarão receber tratamento com alvenaria também, por questões estruturais", explicou a gerente de meio ambiente da Benx, Ana Paula Dominguez da Costa. O piso será refeito com aplicação de revestimento cerâmico padrão, segundo ela. "Para restauro do telhado será necessário trocar parte do madeiramento, assim como será feito com portas e janelas, respeitando a referência das imagens históricas para estar o mais fiel possível à versão original. Inclusive, foram guardadas as peças do telhado original que permitiam reúso", acrescentou.
EVENTOS
Com a iniciativa, a Casa de Taipa permanecerá sob a administração da fundação, mas deve assumir novas funções, abrigando ações ligadas à cultura e à educação, além de eventos com número restrito de convidados, como cursos e exposições. O empreendimento fica entre o Parque Burle Marx e o Shopping Cidade Jardim, na Marginal do Pinheiros, com área de Mata Atlântica tombada e preservada, em terreno de 218 mil m². É considerado o maior projeto do mercado imobiliário na América Latina. A capital tem ainda outros exemplos desses casarões, como a Casa do Bandeirante (Butantã), Casa do Sertanista (Caxingui), e exemplares em Santana, Jabaquara, Itaim-Bibi e Tatuapé.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

