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Campanha de Bolsonaro processa PT por evento do PSOL

Campanha de Bolsonaro processa PT por evento do PSOL
Campanha de Bolsonaro processa PT por evento do PSOL

Os advogados que representam a campanha de Jair Bolsonaro (PL) à reeleição confundiram PT e PSOL em uma ação que alegam propaganda eleitoral antecipada em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O erro na qualificação do polo passivo da demanda fez com que a ação fosse rejeitada pelo Tribunal Superior Eleitoral, sem análise do mérito.

Segundo o Conjur, a defesa do presidente Bolsonaro questionou na ação um evento feito pelo PSOL em São Paulo, no dia 30 de abril, o qual continha faixas em apoio ao candidato do PT. Os advogados do Partido Liberal alegaram que o Partido dos Trabalhadores foi o responsável pela propaganda.

O TSE rejeitou a ação em razão da ilegitimidade passiva (o autor indicou o réu que não tem relação com o caso). "Na espécie, no entanto, o Partido Liberal, como dito, não indicou, para compor o polo passivo da presente demanda, nem os eventuais responsáveis pelos atos que ele próprio questionou e nem mesmo o pré-candidato supostamente beneficiário, limitando-se a apontar, como representado, apenas o Partido dos Trabalhadores — PT", destacou a ministra relatora, Maria Claudia Bucchianeri.

"Ora, se nos exatos termos da petição inicial, o que se sustenta é a suposta configuração de propaganda eleitoral antecipada em conferência realizada pelo PSOL , em benefício do pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva, então é manifesta a ilegitimidade passiva do Partido dos Trabalhadores — PT, agremiação sequer mencionada na narrativa fática (causa de pedir) desenvolvida pelo autor e que, portanto, não pode ser enquadrada como responsável e nem como beneficiária dos atos apontados como irregulares", ressaltou a magistrada.

Essa é a segunda vez que uma ação promovida pelo departamento jurídico da campanha presidencial de Bolsonaro é rejeitada por erro na qualificação da parte adversa. Durante o festival Lollapalooza, que ocorreu em março, em razão das manifestações contrárias ao presidente, os advogados ajuizaram ação contra a empresa promotora do evento, mas erraram o endereço da empresa, bem como o CNPJ.

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