A brasileira Deborah Lethicya da Silva Barbosa, de 30 anos, grávida de nove meses, morreu ao dá a luz a uma menina em um hospital na Flórida, nos EUA, no último sábado (20). Segundo Shirlei Maria da Silva, mãe da goiana, a filha teria tido um parto forçado e morreu por negligência médica.
Ela conta que Deborah tem uma gestação normal, mas nas últimas semanas sua pressão estava disparando a todo momento e por isso, os médicos resolveram induzir o parto com medicação.
A gestante esperou 30 horas para que houvesse a dilatação, mas ele não tinha nenhum sinal deu que o bebê estava vindo. Mesmo sem contrações e sem a dilatação, a mulher foi levada para a salas de parto e estimulada a empurrar a criança. No meio do processo, ela teve a primeira parada cardiorrespiratória e precisou ser levada às pressas para o centro cirúrgico.
Valentina nasceu de uma cesariana de emergência e logo em seguida Lethicya foi entubada em estado grave. A mãe que mora no Brasil, recebeu a notícia do estado da filha através das amigas que a acompanhavam. O pai dela, que morava em outro estado nos EUA, chegou a viajar para a Flórida para prestar assistência a filha, mas chegou apenas a tempo de se despedir e entregar uma msg de áudio de Shirlei para ela.

Antes de morrer o pai disse mesmo inconsciente, a mulher chorou ao ouvir a msg de incentivo da mãe. Valentina nasceu saudável, porém, continua internada em observação na maternidade.
A família está inconformada com a morte da brasileira que sonhava em ser mãe, mas teve o sonho interrompido com a tragédia. O corpo da administradora, ainda não havia sido liberado até a noite dessa segunda-feira (21). A mãe conta que a filha sempre disse que não queria velório, enterro e por isso, pediu que as amigas cremassem o corpo de Deborah e mandassem as cinzas de volta para Goiás.
Nas redes sociais, as amigas estão fazendo uma campanha e pedem doações para custear a cremação, a quantia pedida é de aproximadamente R$ 66 mil.


