Em entrevista a Leo Dias nesta terça-feira (25), o ex-presidente Jair Bolsonaro comparou a Primeira Turma da Corte a uma "câmara de gás" e isse que "é o que a gente ouve falar por aí" ao ser questionado sobre a origem do apelido.
A Primeira Turma, que julgará a denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra Bolsonaro, é composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Luiz Fux.
Bolsonaro foi acusado de tentativa de golpe de Estado e outros crimes, podendo pegar até 43 anos de prisão. Ele declarou que, se condenado, pode "morrer na cadeia" e sugeriu que sua prisão poderia gerar comoção nacional. "Para algumas pessoas importantes, não interessa eu preso, interessa eu morto", afirmou.
Na entrevista, o ex-presidente também disse que seu ex-ajudante de ordens, Cid Moreira, foi "torturado psicologicamente", mas ao ser questionado sobre quem teria feito isso, desconversou. O ex-presidente voltou a minimizar sua participação nos atos de 8 de janeiro e sugeriu, sem apresentar provas, que a invasão às sedes dos Três Poderes "foi programada pela esquerda". Sobre áudios que indicam o planejamento de um golpe, ele questionou: "Tem algum áudio comigo?", e disse que hipóteses de estado de sítio foram estudadas, mas nunca levadas adiante. Bolsonaro também afirmou que há mais nulidades em seu caso do que as que levaram à anulação da Lava Jato.
Na entrevista, ele também confirmou que a esposa, Michelle Bolsonaro, aceitou concorrer ao Senado. . Ao falar sobre figuras da direita, evitou opinar sobre Pablo Marçal, elogiou Gusttavo Lima e disse que Nikolas Ferreira precisa "saber a hora certa dele" e evitar que "a fama suba à cabeça".

