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Bancária morre após lipoaspiração e família denuncia médico

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Foto: Arquivo Pessoal

Railma Rodrigues Soares de Siqueira morreu aos 32 anos, durante alguns procedimentos cirurgicos em uma clínica de estética em Taguatinga Sul, no Distrito Federal, após trocar o silicone e fazer uma abdominoplastia e lipoaspiração , como relatou seu marido, o feirante Cleydson de Siqueira .

A bancária era casada há 15 anos com o Cleydson , e deixou um filho de 7 anos. O enterro será neste sábado, 10 de maio, na véspera do dia das mães.  

Complicações na cirurgia comprometeram os órgãos de Railma , resultando na sua morte cerebral no dia 6 de maio. A sua família denunciou a clínica pela suposta negligência médica, na 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), e relata a situação ao 'Correio Brasiliense'.

Segundo os familiares, Railma realizou os exames pré-operatórios, que não teriam identificado nenhum problema que impossibilitasse a intervenção cirúrgica. O procedimento foi realizado no dia 26 de abril, no sábado. Cleydson contou que no dia seguinte à operação, no domingo, percebeu que a esposa estava pálida , inchada e com dificuldade para falar e se movimentar , quando resolveu questionar o médico que realizou a cirurgia.

O médico teria afirmado que o estado dela era normal por conta da cirurgia e que não havia problema algum de saúde, mas ainda assim pediu para o marido levar um tubo de sangue para verificar o tipo sanguíneo da paciente a um hospital, para realizar uma transfusão , que posteriormente foi feita na clínica.


Boletim mostra o diagnóstico de Railma.

Depois da transfusão "Ela não estava mais tão pálida, no entanto, não urinava desde a cirurgia. Perguntei ao médico sobre o problema e ele me disse que a ingestão de diurético resolveria a questão", narra Cleydson .

A clínica ainda teria negado o pedido da família para transferir a moça para um hospital. "O médico falava a todo momento que estava tudo bem e que ela não corria risco de morte".

Depois de três dias da cirurgia, o marido conta que a transferência foi realizada para o Hospital Santa Luzia "Me ligaram falando que ela precisava ir para a UTI fazer mais exames, apenas para garantir que estava tudo bem",

Ao chegar na UTI , uma médica explicou a Cleydson que o caso da esposa era gravíssimo : os rins de Railma não funcionavam desde domingo , um dia após a cirurgia estética, houve uma hemorragia interna e o lado esquerdo do seu pulmão estava perfurado .  "A médica responsável pela UTI disse que estava preocupada com os órgãos e que precisava fazer uma hemodiálise com urgência".

Railma teve morte cerebral confirmada na terça-feira, 6. "Durante a visita, a doutora mostrou a tomografia que ilustrava os vasos sanguíneos que chegavam apenas até o pescoço, constatando a morte cerebral". 

 "O sentimento que fica é de revolta, estou com medo de que não seja feita a justiça. Preciso dar satisfação para o meu filho, explicar o que realmente aconteceu", disse o feirante.

O diretor da vigilância Sanitária do Distrito Federal, Manoel Silva Neto, contou que a Clínica Lazzarini tem licença para funcionar . "Essa unidade é classificada como a do tipo 3, ou seja, pode oferecer os serviços de lipoaspiração, por exemplo, sem ter obrigatoriamente uma Unidade de Tratamento Intensivo, a regra, no entanto, é com relação ao contato permanente com uma UTI móvel e um hospital".

A clínica informou ao `Correio Braziliense` que não irá se pronunciar enquanto não sair o laudo com as causas da morte.

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