Borel mudou completamente sua versão a respeito das supostas agressões que a criança sofria por parte do padrasto Jairinho, durante depoimento prestado nesta madrugada (7), em audiência.
Thayná disse que nunca presenciou nenhum violento do médico com o enteado e afirmou que era Monique, mãe de Henry, que havia “colocado coisas na cabeça dela”:
"No meu entendimento era a Monique que me fazia acreditar em muita coisa e por isso a minha cabeça estava transtornada e eu começava a imaginar um monstro, mas ali no quarto poderia não estar acontecendo nada e eu estava imaginando um monte de coisa”.
A babá disse ainda que a patroa costumava falar mal do marido e contava “coisas ruins” a respeito dele, o que influenciou diretamente sua percepção:
“Me senti usada pela Monique nesse determinado tempo. Me senti usada em que sentido? No sentido de que ela vinha, contava, tentava me mostrar o monstro do Jairinho e eu ficava com todas as coisas ruins na minha cabeça. Era tudo suposição da minha cabeça. Eu nunca vi nenhum ato", afirmou.
Essa é a terceira vez que a mulher muda seu depoimento. Na primeira, logo no início das investigações, ela nunca tinha visto nada suspeito na casa e que a relação de Henry e o casal era normal.
Em abril, ela voltou atrás e disse que Henry era agredido com frequência e que Monique sabia de tudo. Na ocasião, a versão foi coerente com as conversas achadas no telefone de Monique.
No diálogo, a babá relata que Jairinho se trancou no quarto com Henry e que ouviu choros. Ela diz ainda que após algum tempo o menino saiu do quarto choroso e mancava, ele também estava com um hematoma no corpo.
Além de Thayná, foram ouvidos o pai da criança e outras 8 pessoas. Novas audiências serão realizadas nos dias 14 e 15 de dezembro.


