A medida foi tomada para facilitar a aprovação do aumento do IPTU, que deve ser votado na tarde desta quarta-feira, 23, na Câmara Municipal. O projeto enfrenta resistência de vereadores da oposição e da base do prefeito Fernando Haddad (PT). Cruz afirmou também que, com a definição dos limites, o acréscimo no IPTU será diluído nos anos seguintes.
Calcula-se que 1,4 milhão de propriedades tenham de pagar resíduos do reajuste em 2015. "Como o próprio prefeito falou, a ideia é diluir parte da valorização (imobiliária). A diminuição da trava fará com que alguns contribuintes a mais paguem (a alta do IPTU) dos anos subsequentes", disse o secretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo. De acordo com Cruz, no caso dos bens residenciais, a elevação média do tributo para 2014 cai de 17% para 11% com o novo teto. "A gente admitiu essa redução sabendo que isso tem implicações no orçamento da cidade", afirmou. "A Câmara agora vai ter de discutir como realocar as despesas."
