Manaus/AM - Em meio ao caso chocante de um homem de 25 anos que invadiu uma creche em Blumenau-SC e matou 4 crianças com uma machadinha nesta quarta-feira (5), um relatório apresentado pela equipe de Educação da última transição de governo contabilizou 35 mortes em ataques a escolas até 2022.
Segundo O Globo, o documento foi apresentado em dezembro de 2022 e aponta que 72 pessoas ficaram feridas em 16 episódios do gênero, contados a partir do início dos anos 2000.
Um dos mais recentes ocorreu na Vila Sônia, em São Paulo, no último dia 27, quando a professora Elisabete Tenreiro, de 71 anos, morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas após serem esfaqueadas por um aluno de 13 anos. O agressor está internado na Fundação Casa. Na mesma semana, uma ameaça de ataque assustou pais, alunos e motivou uma investigação em uma escola de Manaus.
Em fevereiro, um adolescente, de 17 anos, foi apreendido após arremessar uma bomba caseira pela janela em uma escola de Monte Mor, também em São Paulo. A bomba explodiu, mas não houve feridos. O garoto estava com uma machadinha e trajava roupas pretas, além de exibir uma suástica - símbolo nazista - no braço.
Em novembro do ano passado, três pessoas morreram e 11 ficaram feridas em dois ataques a duas escolas de Aracruz, no Espírito Santo. Os ataques aconteceram na Escola Darwin, da rede particular, e na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) Primo Bitti.
Em Vitória, no Espírito Santo, um ex-aluno, de 18 anos, invadiu a Escola Eber Louzada com facas, bombas caseiras, três bestas, flechas e coquetel molotov, em fevereiro do ano passado. O ataque deixou uma pessoa ferida. Quando foi detido, ele fez referência a outro terrorista em massa, da Rússia.
O autor do ataque era um aluno de 15 anos e usou um revólver do pai, um subtenente aposentado. Além da arma, ele invadiu a escola cívico-militar Eurides Sant'anna, em Barreiras, na Bacia do Rio Grande, extremo oeste da Bahia, também com uma faca. Ele chegou a anunciar o atentado, que culminou na morte de uma jovem cadeirante, nas redes sociais, horas antes.
Um aluno de 13 anos ateou fogo na Escola Municipal Yeda Barradas Carneiro, onde estudava, na cidade de Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, na Bahia. A Polícia Civil baiana afirmou que o estudante entrou na escola e atirou explosivos caseiros do tipo coquetel molotov, que causaram as chamas.
Em outubro do ano passado, um aluno de 15 anos atirou em três estudantes de uma escola pública em Sobral. Um deles morreu. O autor do ataque disse à polícia que sofria bullying e usou uma arma registrada em nome de um CAC (colecionador, atirador desportivo e caçador) que era seu familiar.
No ano passado, um aluno levou um galão de gasolina para a escola, jogou o produto na entrada da sala e ateou fogo com um isqueiro. O jovem ainda fechou a porta da sala, mas não houve feridos. O caso ocorreu em Mesquita, no Rio de Janeiro.
Três alunos da Escola Municipal Brigadeiro Eduardo Gomes, no Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, no Rio, foram esfaqueados em 6 de maio do ano passado, por um colega dentro da unidade de ensino. Além das vitimas com ferimentos leves, o agressor, de 14 anos, também se machucou nas mãos.

