Artefatos indígenas de mais de 50 etnias que estavam retidos na França há mais de 20 anos retornaram ao Brasil. Ao todo, 585 objetos – incluindo máscaras, cocares, mantos e instrumentos musicais – irão integrar o acervo do Museu do Índio, no Rio de Janeiro.
Os itens foram adquiridos em 2003 e levados ao Museu de História Natural e Etnografia de Lille, na França, sem seguir os trâmites legais. Após uma década de negociações, o retorno foi viabilizado pelo Ministério Público Federal (MPF), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Os artefatos, incluindo adornos Kayapó, Enawenê-Nawê e Araweté, passarão por quarentena e avaliação antes de serem exibidos ao público. A devolução foi possível graças a um contrato de comodato assinado em 2004, que não foi cumprido, levando à instauração de um inquérito civil público em 2015.
Recentemente, o Museu Nacional também recebeu o Manto Tupinambá, artefato indígena que estava na Dinamarca desde o século 17.


