De acordo com Milléo, alguns silos armazenavam produtos agrícolas de terceiros e, se não houver cobertura do seguro, os empresários irão quebrar. Alguns armazéns tinham R$ 20 milhões em grãos estocados, segundo ele. Segundo o prefeito, o mais lamentável é que o parque industrial da cidade tinha acabado de se consolidar quando ocorreu o desastre. "Lutamos muito para trazer empresas." O risco agora é a desistência daquelas que têm intenção de se instalar no município. Ele calcula em pelo menos quatro anos o prazo para que a situação econômica da cidade volte ao normal. "Só em empregos e salários a perda será enorme."
A prefeitura calcula que vai precisar de R$ 1,2 milhão para recuperar os prédios públicos destruídos pelo tornado. A rodoviária, um centro esportivo e o galpão de agronegócios tiveram perda total. O Fórum e uma escola estadual sofreram danos parciais. Milléo administra a cidade pela quarta vez. Nas eleições de 2012, ele concorreu com o registro suspenso pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), acusado de ser sócio de uma empresa de saúde subvencionada indiretamente pela prefeitura. Milléo venceu a disputa e teve o registro confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).



