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Após reunião com Maia e Fufuca, reforma política segue sem consenso

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BRASÍLIA - A reforma política na Câmara segue sem consenso. Nesta terça-feira, após reunião na casa do presidente interino da República Rodrigo Maia com líderes, o presidente interino da Câmara, André Fufuca (PP-MA), afirmou que não há decisão nem para votar a emenda constitucional que regula a cláusula de barreira e a coligação partidária, tida como a mais viável de ser aprovada a tempo. O Congresso tem pouco mais de um mês para fazer mudanças nas eleições do ano que vem.

— Você tem 513 cabeças pensantes. Então, é difícil chegar a um consenso — disse Fufuca, que preside a Câmara nos próximos oito dias.

Ele afirma ter "pretensão" de levar ao plenário a proposta de emenda à Constituição (PEC) da deputada Shéridan (PSDB-RR). Essa PEC é considerada pelos parlamentares a mais próxima de ser efetivada a tempo do pleito de 2018, até a primeira semana de outubro.

Duas propostas na Câmara estão prontas para ir ao pleno: a de Shéridan, que busca frear coligações partidárias e o número de legendas no Congresso; e a de Vicente Cândido (PT-SP), que define um novo modelo de eleição, como o distritão para 2018 e distrital misto para 2022, e financiamento público de campanhas. A primeira tem menos resistência na Casa.

— Nessa crise política que o país vive, o Congresso não dar uma resposta será muito negativo — declarou o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

— Precisávamos de mais tempo - completou.

Como são propostas de emendas constitucionais, as duas matérias têm de receber aval de dois terços da Câmara e do Senado, em dois turnos.

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