"Seguramente, no verão de 2016, essa região já não sofrerá com problemas de enchente", disse o prefeito Fernando Haddad (PT). De acordo com ele, as galerias foram programadas para absorver um limite de água semelhante ao do maior pico de chuvas dos últimos cem anos. O projeto prevê a construção de 2,4 km de dutos que, na época das chuvas, levarão a água dos Córregos Água Preta e Sumaré até o Rio Tietê.
A ampliação das galerias tem o objetivo de aumentar a vazão do Córrego Sumaré de 24 m³ por segundo para 62,5 m³/s e a do Água Preta de 13 m³/s para 62,5 m³/s. As obras, que serão feitas com R$ 143 milhões da Operação Urbana Água Branca, têm prazo de 33 meses. "Mas em um ano, um ano e meio, já tem um impacto importante na Avenida Francisco Matarazzo, porque a obra já terá chegado aqui, o ponto mais crítico da região", afirmou Haddad.
O secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, Mario Luiz Sandoval Schmidt, afirmou que a maioria dos trechos passará por interdição, até mesmo a Marginal do Tietê. "Alguns trechos serão feitos com tecnologia construtiva de vala a céu aberto. Você abre a vala, faz a galeria e fecha a vala. Outros trechos que são mais complicados, vão atravessar o trilho da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), vamos fazer por túnel", disse Schmidt.
O traçado das galerias para água da chuva deve passar perto do Parque Antártica e do Shopping Bourbon. As obras vão provocar a desapropriação de sete imóveis localizados no quarteirão da Travessa Roque Adóglio e das Ruas Doutor Miranda de Azevedo e Doutor Francisco Figueiredo Barreto.
Desde 2007, a Prefeitura gastou R$ 5,7 milhões com estudos. Inicialmente, a ideia era construir piscinões. Depois, chegou-se à solução da construção das galerias.
História. A presidente da Associação Amigos da Vila Pompeia, Maria Antonieta Lima e Silva, afirmou estar otimista para ver o fim das enchentes que acompanham a história do bairro. "É um problema de um século. Desde que foi fundada a Pompeia, em 1911, há notícias de enormes inundações", disse.
Autora do livro Raízes da Pompeia , Maria Antonieta afirmou que viajantes a caminho da Lapa costumavam passar pela "trilha da água-branca", porque o caminho estava sempre inundado e a água era transparente. Hoje, no local fica a Avenida Francisco Matarazzo. Em algumas ruas, os moradores desenvolveram uma arquitetura antienchente, com bloqueios e móveis mais altos para evitar inundação das casas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

