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Aliados de Temer querem uma tramitação rápida da 2ª denúncia

BRASÍLIA - O Palácio do Planalto e a base aliada querem uma tramitação curta para eventual segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. O vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), disse que o caso chegará à Câmara "muito mais fraca", devido à reviravolta no processo de delação da JBS. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, admitiu que há "omissões gravíssimas" no processo de delação. A estratégia dos aliados é desgastar a imagem de Janot até sua saída do cargo.

— Se a primeira denúncia já era fraca...Agora, depois deste alarde todo (envolvendo a delação da JBS), uma segunda virá muito mais fraca.Vamos ver se a gente encerra esse denuncismo todo — disse Beto Mansur.

Aliados esperam que o deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) seja novamente o relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele foi escolhido para fazer o parecer que rejeitou a primeira denúncia contra Temer por corrupção passiva, depois que os deputados da comissão votaram contra o parecer do deputado Sérgio Zveiter (Podemos-RJ), que era favorável à acusação. Mas o presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), ainda não disse quem poderá ser o relator em caso de segunda denúncia.

Aliados de Temer não escondem a satisfação com o fato de que ações tomadas pela PGR estarem sendo contestadas.

—O mundo é redondo e dá voltas — resumiu Beto Mansur.

A CPI Mista da JBS será turbinada para manter a tática de pressão a Janot. O deputado Carlos Marun (PMDB-MS) é cotado para ser o relator, como representante da tropa de choque.

Na oposição, a avaliação também é de que Janot está enfraquecido politicamente para apresentar uma segunda denúncia contra o presidente Michel Temer. O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), disse que Janot apresenta denúncias contra o PT sem fundamentação. Para o petista, os erros na atuação de Janot enfraquecem acusações contra Temer, mas mesmo assim defende que o presidente seja investigado.

— A denúncia está enfraquecida porque o Janot está enfraquecido. Janot termina seu mandato de forma melancólica, apresentando grandes denúncias que não têm nenhuma fundamentação. As denúncias contra o PT não tem nenhuma fundamentação, zero. Mas a situação do presidente Temer é grave — disse Zarattini.

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