O delegado Alexandre Saraiva encaminhou nesta segunda-feira (13) ao Ministério Público Federal do Acre, Amazonas, Roraima, Maranhão, Tocantins, Acre, Rondônia, Pará, Amapá, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul uma representação em que denuncia uma interferência no processo de alocação de novos agentes da Polícia Federal, através, de uma portaria do Ministério da Justiça no final de novembro.
Na representação publicada pelo colunista Chico Alves, do UOL, o delegado cita a "prática de apadrinhamento" que vai permitir que os policiais recém-formados escolham seu destino de atuação e a maioria opte por lotar em Brasília.
Com a mudança, Saraiva relata que haverá dificuldades no preenchimento de vagas em áreas distantes, como a Amazônia, que necessita de mais pessoal para combater o desmatamento e garimpo ilegal. Vale lembrar que a escolha das vagas se dava exclusivamente com base na classificação geral do concurso ou na classificação específica do candidato no curso de formação.
"É de espantar que a Portaria não limita o número de futuros policiais que poderão ser agraciados pelo 'convite'. Deste modo, a Direção Geral estará livre para lotar em Brasília quantos quiser. Esta circunstância denota a intenção de desviar muitos futuros policiais da região amazônica, do pantanal e das fronteiras para Brasília. Assim, o texto da portaria nº 15.755-DG/PF traduz um verdadeiro 'brasilionocentrismo", diz a representação segundo o colunista.
A D.G. da PF editou norma contrária ao Edital do concurso da PF. Em tese, é apadrinhamento e causará uma redução do efetivo na Amazônia e nas fronteiras. Pelo "convite" os "escolhidos" ficarão em BSB. Leiam a matéria de @ChicoAlvesRio e o texto na imagem. https://t.co/HyHIoTFoLK pic.twitter.com/T6zwIwCWaj
— Alexandre Selva Saraiva (@DelegadoSaraiva) December 13, 2021



