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Adriana Ancelmo quer que lojas de luxo informem com quem negociaram pagamentos

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SÃO PAULO. Os advogados de Adriana Ancelmo, ex-primeira dama do Rio, pediram ao juiz Sérgio Moro que oficie 18 lojas a informarem com quem foram negociados os pagamentos de produtos arrolados no inquérito. Os pagamentos fracionados, em espécie, foram considerados típicos de lavagem de dinheiro pela força tarefa do Ministério Público Federal, que atribuiu a Adriana o crime. Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, nesta quinta-feira, a advogada afirmou que fazia as compras, mas por orientação do marido, o ex-governador Sérgio Cabral, encaminhava para que a secretária dele, Sonia Ferreira Batista, decidisse com ele como seriam feitos os pagamentos.

Adriana alega que nunca desconfiou da origem do dinheiro usado para pagamento de lojas de grife ou de produtos comprados para a residência do casal. Segundo a denúncia, as compras foram pagas com dinheiro em espécie, para evitar rastreamento, e estruturação de transações para evitar comunicação de operação suspeita, o que indica "método de ocultação e dissimulação e técnica clássica de lavagem de

dinheiro.

Sônia afirmou em depoimento que passou a gerenciar os gastos da família de Cabral em 2007. Confirmou que a arquiteta Ana Lúcia Jucá passou a ela os dados para pagamento da decoração da mansão do casal em Mangaratiba, mas disse não recordar de valores

Adriana disse que apenas escolheu os produtos e que a orientação de como deveria ser feito o pagamento foi dada por Cabral à secretária dele, Sonia.

Entre as lojas que deverão apresentar comprovantes da negociação, como emails e contatos telefônicos, estão Ermenegildo Zegna, LaLamp, Artefacto, Trançarte e GP Comércio de Móveis.

Ao juiz Sergio Moro, em depoimento realizado nesta quinta-feira, Adriana ressaltou que ela apenas escolheu os produtos e, por isso, as notas fiscais eram emitidas no nome dela.

- Tudo aquilo que fosse pertinente à casa, aos filhos e à família, eu - na condição de mulher, acabo tendo essa atribuição também - fazia esse trabalho. De escolha de mobiliário, de reformas, de trocas de armários, enfim, o que fosse necessário - disse a mulher de Cabral, que por mais deu ma vez afirmou "não ter a menor ideia sobre de que forma teriam sido feitos esses pagamentos".

Moro perguntou se ela desconfiava da origem dos recursos usados para blindar carros do casal, financiar móveis de um home office ou ternos encomendados para o marido sob medida, que custaram mais de R$ 280 mil.

- Não sei exatamente qual o montante que o Sérgio tinha quando nós nos casamos, como ele não sabia o que eu tinha. (...) Nosso relacionamento era de absoluta confiança. Eu, em momento nenhum, questionei ele porque estava trazendo uma pessoa para medir um terno para ele, e ele adquirir esse terno. Eu não sabia o preço de um terno da Ermenegildo Zegna. Nunca o questionei sobre isso - afirmou Adriana.

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