A prefeitura teve de cancelar às pressas a solenidade de apresentação dos médicos. O evento estava marcado para as 8 horas no auditório do Paço Municipal, com um café da manhã. As reservas feitas em hotéis da cidade para a primeira semana dos novos profissionais tiveram de ser canceladas. "Fomos avisados do adiamento por uma semana no final da tarde de sexta-feira", disse o secretário de Comunicação, Odair Gonçalves de Oliveira. O grupo ficaria uma semana em hotel até conseguir casa ou apartamento para morar. O auxílio-moradia é de R$ 3 mil para cada médico.
Muitos pacientes foram às UBS na esperança de ser atendidos pelos profissionais com diplomas estrangeiros. Além de uma médica brasileira que já está trabalhando, são mais cinco, entre eles dois brasileiros formados no exterior. Silva Picossi formou-se na Itália e vai trabalhar na UBS Central, enquanto Lucirio Gonçalves de Morais, formado na Rússia, trabalhará no UBS do Parque Corolla. Os outros são estrangeiros: a uruguaia Alícia Cristina Suarez Lopez, destacada para a UBS do Jardim Camargo, a portuguesa Katia Abrantes Miranda, que atenderá no Residencial Indaiá, e a polonesa Malgorzata Madej Marques, todos com diplomas dos respectivos países.
A polonesa trabalhará com a brasileira Fernanda Nauata de Carvalho, outra médica do programa, que desde a semana passada já atende na UBS do Jardim Califórnia. "Estou na expectativa da chegada dessa colega para completar a estrutura do Programa Saúde da Família no bairro", disse Fernanda. Ela também se frustrou com o adiamento, mas não vê prejuízo para os pacientes. "Estamos atendendo de forma tranquila, está indo tudo ótimo." O consultório que será usado pela polonesa está pronto. "A estrutura é boa e o município está dando todo apoio", disse Fernanda.
Além dos médicos, a cidade foi contemplada com verba de R$ 2 milhões do governo federal para a construção de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em fase final de obras - deve ser inaugurada em outubro. O governo estadual entrou com outros R$ 2 milhões e o município com R$ 1,7 milhão. O sistema público de saúde de Indaiatuba atende cerca de 200 mil pessoas por mês.



