Maldade com Amazonino
A administração das feiras de Manaus deve mesmo passar para a iniciativa privada. A idéia, que saiu da cachola do diretor do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Manoel Riibiero, é um tiro no pé, especialmente em ano pré-eleitoral, mas o prefeito Amazonino gostou tanto que não fala em outra coisa. Nas feiras já há reuniões onde o tema partiu para amaldade: os feirantes contam que Amazonino teria conhecimento de que 40% dos permissionários de boxes nos mercados e feiras da cidade são de origem paraense. Será mesmo ?
O pequeno grande Arthur
O ex-senador Arthur Neto, que em alguns momentos da vida nacional conseguiu ser tão pequeno - o caso no qual chamou o então presidente Lula para um duelo, lembram ? - era também um monstro que incomodava o País, no sentido positivo, e revelava um Congresso Nacional altivo, com vida, capaz de mostrar rumos e, e muitos casos, fazer o governo recuar ou repensar seus atos. De onde vinha aquela voz ousada, que trancava a pauta e provocava correria nos gabinetes palacianos? Do Amazonas, estado diminutamente representado nas duas casas legislativas, mas com voz, com nome e com grandeza.
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A homenagem que a Câmara de Vereadores de Manaus prestou ao ex-senador, ontem, revelou duas coisas. A primeira, a sensação de orfandade de um estado que, se tem representantes no Congresso Nacional, especialmente no Senado, falta-lhes personalidade, espíritio público, compromisso com o Amazonas.
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A segunda, sintetizada pelo ex-governador de São Paulo, José Serra, presente à solenidade, é que Arthur não faz falta apenas ao Amazonas e ao Congresso Nacional. Faz falta ao Brasil.
Lugar do Tucano
Entre os tucanos que encheram a bola do ex-senador Artur Neto na homenagem de outorga da Medalha de Ouro Cidade de Manaus, nesta quinta-feira, concedida pela Câmara de Vereadores, estava o senador Álvaro Dias. Ele disse que jamais viu alguém defender a Amazônia e o Brasil como o Artur Neto. Disse mais: “estou líder, ocupando o lugar que lhe pertence, tão logo você voltar.”
Amigo sem saber porquê
Já o ex-governador de São Paulo, José Serra (PSDB) foi de uma sinceridade até desconcertante. Começou sua fala dizendo que, antes fora indagado sobre por que era amigo de Artur Neto. Explicou que não saberia dizer, especificamente, mas falou que “sou amigo de Artur porque eu sou eu e ele é ele...” Taí uma explicação do tamanho da amizade entre os dois.
PCdoB ressurge em agosto
Depois de ter dois deputados na Assembleia Legislativa, o PCdoB ficou sem nenhum na atual legislatura, enquanto o PMDB era representado por cinco parlamentares, um deles o ex-prefeito de Manacapuru, Washington Régis. Depois de meses brigando na Justiça Eleitoral, o ex-prefeito de Fonte Boa, Wilson Lisboa, assume o mandato em agosto, na volta do recesso do meio do ano. Enquanto Régis passa para a condição de suplente, o PCdoB voltar a ter um representante na Casa. Lisboa aguardava o julgamento das suas contas de campanha pelo TRE, o que aconteceu ontem. E embora as contas tenham sido reprovadas, ele será diplomado para assumir o segundo mandato de deputado.
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Com a saída de Régis, o PMDB continua com a maior bancada: quatro deputados. A segunda maior bancada é do PP, com três parlamentares, seguida do PMN, que tem dois, mesmo número do PT e PTN. Já o PR, PSB, PPS, PSDB, PSC, PTB, DEM e PRP têm apenas um deputado cada.
Fora do páreo
A prefeitura de Manaus resolveu aplicar a pena de suspensão pelo prazo de dois anos à empresa Lifcas Comércio Ltda. Com isso, a organização perde o direito de contratar com a administração pública municipal. O prazo começa a correr a partir da data desta publicação no Diário Oficial do Município, que ocorreu nesta quinta-feira.
Quentinha fria
Enquanto a prefeitura de Manaus reserva alguns milhões para comprar doces, salgados e contratar buffet para algumas atividades culturais, o pessoal da Secretaria de Municipal de Serviços Básicos (Seminf) passa mesmo é na base da quentinha. E tem menos: cada quentinha não pode ultrapassar o peso de 600 gramas,segundo contrato firmado pelo município com a empresa G H Macario Bento, que vai levar R$ 146,5 mil por apenas 60 dias de fornecimento contratado.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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