A saúde pública do Amazonas é uma bomba relógio. Se explode a cada dia no peito de quem procura atendimento, é alvo de uma devassa que não se resume as operações do Ministério Público Estadual, que vem realizando ações esporádicas em hospitais, identificando superfaturamento na compra de medicamentos e corrupção.
Agora quem entra no circuito é a Procuradoria Geral da República e a Polícia Federal, diante da constatação de que recursos da União foram ou estariam sendo empregados de forma irregular.
Por enquanto há avaliações de eventuais desvios, mas o resultado desse trabalho pode resultar em grandes operações para conter a sangria de recursos destinados à saúde.
Cerca R$ 4 bilhões estavam previstos para gastos no setor este ano, mas a demanda de serviços aponta para uma despesa astronômica de R$ 8 bilhões para quitar, entre outras demandas, dívidas com fornecedores que ou não prestam os serviços contratados ou não disponibilizam a quantidade de pessoal ou equipamento previstos em contrato.
É muito dinheiro, muito lobby de empresas e até de políticos, o que faz da saúde uma casa da mãe joana, onde muitos mandam, muitos ganham, mas a população, desassistida, sempre é a grande perdedora.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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