O próprio Raimundo Amorim, corregedor da OAB-Amazonas, que assina a certidão, também colocou a sua assinatura no despacho punitivo publicado no Diário Oficial do dia 18. Quer dizer, ou o corregedor errou ou é preciso colocar ordem na Ordem.
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O advogado Américo Gorayeb Neto enviou ao Portal do Holanda a certidão expedida pela OAB atestando que nada consta contra ele. Indagado como o seu nome foi parar no despacho do corregedor Raimundo Amorim F. Soares, publicado no Diário Oficial, Gorayeb diz que houve um equivoco na publicação de seu nome e que a OAB admitiu o erro. Tá dada a explicação. De Gorayeb. Falta o corregedor, que assina os dois documentos, explicar melhor o caso.
Uma auditoria no Tribunal de Justiça
O Tribunal de Justiça do Amazonas consome cerca de um terço do seu orçamento com o pagamento de inativos. Por não dispor de um sistema de previdência próprio, essa conta aumenta a cada ano o rombo num orçamento já pequeno. Na prática, é uma situação pouco comum. Servidores do estado contribuem para o sistema conhecido como Amazonasprev e dele usufruem durante a aposentadoria. No Judiciario é diferente: juizes, desembargadores e servidores que se aposentam, geralmente com altos salários, entram naturalmente na folha e usufruem de um recurso que poderia ter outra aplicação.
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Se isso não explica o rombo atual de cerca de R$ 400 milhões no orçamento do judiciário amazonense, revela, senão um privilegio, uma distorção que precisa ser avaliada. Ou essa conta vai crescer mais ainda e com ela um rombo que, aqui e ali, levará o tribunal a cortar os próprios dedos.
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O socorro não pode sair do governo estadual sem contrapartidas. Afinal, quem paga essa conta é a sociedade.
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Parece ter chegado a hora de o governo Omar Aziz colocar certas condicionantes para ajudar o Judiciário a recompor seu orçamento. Um deles, a exigência de uma maior transparência nos gastos daquele Poder. Pedir uma auditoria nos recursos repassados não representa de forma alguma uma intervenção. Afinal, é um dinheiro que a sociedade precisa saber como e de que forma está sendo aplicado.
Culpa da imprensa
O vereador Elias Emanuel (PSB) saiu, na sessão de ontem da Câmara Municipal de Manaus (CMM), em defesa da liberdade imprensa e pediu a inserção do editorial de aCrítica, nos anais daquele poder. O artigo de fundo do jornal trata da "agressão" que lhe foi feita pelo superintendente municipal de Transportes Urbanos, Marcos Cavalcante. Para Emanuel, “parece uma síndrome o setor público tentar justificar irregularidades atacando a imprensa.” O vereador avisa que o caminho está errado e parece conspiração do governo contra o próprio governo. Elias Emanuel é jornalista e trabalha na Rede Amazônica.
Confusão em aCritica
Para situar o leitor sobre o caso acima: Marcos Cavalcante atacou o jornal em programa da TV aCritica. Disse poucas e boas. Não houve cortes porque a entrevista foi ao vivo. Espera-se que aCritica não puna os apresentadores, que apenas fizeram o seu papel e tiveram decência de ouvir calados. O jornal também precisa respeitar o direito ao contraditório, o que os apresentadores fizeram muito bem.
Big Black no busão
Os líderes dos manifestantes estudantis contra o aumento no preço da passagem, que teve comício ontem, no fim da tarde, na Praça da Matriz, lançaram um desafio ao prefeito de Manaus: entoaram, em conjunto com a plateia, um grito de ordem: “Negão, vai andar de busão”. Se o prefeito Amazonino Mendes tiver coragem de enfrentar o desafio e sobreviver, vai sentir na pele o é que andar de transporte público em Manaus. Ainda vai.
Pito errado
O secretário do Programa Bolsa Universidade da prefeitura de Manaus, Rony Siqueira, tomou um pito longo e sério, ontem na CMM. Ele tentou dar um ralho nos vereadores mais distraídos e o vereador Luiz Alberto Carijó (PTB) deu o troco, explicando que convidados não podem dar pito em vereadores e exigiu respeito ao poder. Por fim o convidado reconheceu seu erro, todos culparam a emoção foram adiante no debate sobre as fraudes denunciadas no Bolsa Universidade só para descobrir que é tudo verdade.
Fora de rota
A aprovação, pela Comissão de Reforma Política do Senado Federal do modelo de sistema proporcional com lista fechada, não agradou ao deputado estadual Marcos Rotta (PMDB/AM), para quem, caso a proposta se torne lei, será um retrocesso na legislação eleitoral do país. Pela proposta, o eleitor não votará diretamente no candidato a deputado (estadual, federal ou distrital) e vereador e, sim, no partido político. Rotta acrescenta que essa reforma é desapropriada. O deputado está no rumo certo, pois os senadores querem voltar aos tempos dos feudos medievais.
Grana saneadora
Para o deputado Marcelo Ramos (PSB), é inadmissível que nenhum centavo dos recursos do Fundo de Fomento ao Turismo, Infraestrutura, Serviços e Interiorização do Desenvolvimento do Amazonas (FTI) tenha sido investido em aterros sanitários no interior. O fundo, gerido pelo governo do Estado e composto por recursos arrecadados junto a empresas instaladas no Amazonas, arrecadou entre 2004 e 2009 cerca de R$ 1,4 bilhão. Ramos diz que esses recursos devem ser investidos no desenvolvimento do interior. Como ele quer sanear os 60 municípios que não aterro sanitário, já apresentou projeto ao Legislativo estadual com esse objetivo.
Médicos cubanos
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) está incumbida pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de fazer aproximação entre a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Escola Latino Americana de Medicina (Elam), de Cuba, para acertar a complementação curricular necessária à revalidação do diploma emitid para médicos pela Elam. A idéia é, além de dar condições de trabalho para os cerca de 400 brasileiros que lá estudam, oferecer oportunidade de trabalho no interior do Estado, como aos 19 indígenas do Amazonas que lá estudam.
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Apesar de ficar feliz com as vitórias do capitalismo no pólo de Manaus e adorar shopping, a senadora quer porque quer ser comunista.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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