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Eduardo aconselhado a desistir de Flávia Grosso

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Por Holanda
01/04/2011 11h56 — em Coluna do Holanda

Tem gente avisando o senador Eduardo Braga: é politicamente arriscado bater o pé e insistir em manter os atuais dirigentes da Suframa. Para os menos informados, o cargo de superintendente é do PMDB e foi oferecido ao senador amazonense. Cabe a ele a última palavra sobre a Suframa.

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Os dirigentes da Suframa resolveram que a melhor defesa contra as denúncias de corrupção de que são alvos é o ataque. E ontem miraram o Ministério Público Federal e a Justiça Federal. Essa estratégia se revelou arriscada e pouco inteligente. Já foi empregada pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Nicolau, no caso  envolvendo denúncias de que utilizou os serviços da Samel para, supostamente, comprar votos. Não se deu bem.

Flávia deve pedir para sair

O melhor caminho para a superintendente Flávia Grosso é deixar o cargo. Ou então, como quer o deputado Francisco Praciano, ser mandada para casa, via intervenção do Ministério do Desenvolvimento. Sua permanência no cargo, depois de várias denúncias de mau uso do dinheiro público, é insustentável.

Tapete do governo Braga sacudido

A Operação Sol Nascente, desencadeada pela Polícia Federal na última quarta-feira, pode ter outros desdobramentos. Além colocar a nu transações ilícitas envolvendo a Jobast, empresa que faturou mais  de R$  90  milhões entre 2003 e 2008, a operação serviu para levantar a ponta do tapete do governo do hoje senador Eduardo Braga. Se esse tapete for sacudido, pode surgir escândalos mais cabeludos. Para a PF, no caso da Jobast e da Sol Comunicações, há mais  do que indícios de crimes contra a ordem tributária, falsidade ideológica e fraudes em licitações que podem envolver outros órgãos do governo. As estrepolias da Sol e da Jobast já preocupam assessores do ex-governador.
 
Guerra na Semp Toshiba

É um mistério o que acontece com as empresas do Distrito Industrial e os planos de saúde. Ontem a Semp Toshiba quase parou com a reação dos trabalhadores ao contrato assinado pela empresa com a Samel. Os funcionários fizeram um abaixo assinado "exigindo"que o plano retornasse ao Bradesco. Por trás dessa rebeldia o poderoso Sindicato dos Metalúrgicos, que faz um jogo pouco convencional e que tem seu preço.

Prisão para eleitores


Está sendo apreciado pela Câmara dos Deputados o projeto nº 122/2011, que amplia a possibilidade de prisão de eleitores no período de cinco dias antes da eleição e até 48 horas depois do encerramento da votação. Conforme o projeto, poderá ser preso qualquer eleitor que seja alvo de sentença criminal condenatória ou para o qual haja mandado de prisão expedido por juiz. Enquanto isso, ainda se vê político se elegendo para obter, justamente, imunidade parlamentar e ficar sem punição por eventuais crimes praticados. Deve ser a vingança dos parlamentares pela iniciativa popular da Lei Ficha Limpa

Ministra mal informada

Enquanto a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) avisa lá do Planalto que solicitou mais financiamentos para o setor pesqueiro no Brasil, aqui no Amazonas a ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti, vê na piscicultura o carro-chefe do desenvolvimento da Amazônia, elogia o peixe como alimento, por ser uma proteína saudável e nutritiva, para logo em seguida afirmar que o peixe serve até para o tráfico, pois sai daqui, segundo ela, recheado de drogas. Será que a ministra quer incentivar a produção do pescado ou veio só difamar por ser mal informada sobre a região?

 Ideli Salvatti deixa pescadores esperando

Os coordenadores da visita de Ideli Salvatti ao Amazonas tiveram a descortesia de não  convidar o prefeito Angelus Figueira para o encontro que ela manteria com pescadores em Manacapuru. Desculpa: o  prefeito seria inimigo do governador. Os camaradas do PC do B precisam entender que o governador Omar Aziz tem boas relações com Angelus. Ou será que os comunistas  acham que Eduardo Braga ainda governa o Amazonas?

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O resultado é que a ministra não se encontrou com pescadores - de verdade - que ficaram revoltados ao esperarem por ela no centro de Manacapuru e decidiram fazer uma manifestação hoje, em Manaus. Pode ficar feio para a ministra e o Amazonas, se ninguém intervir nessa história. 

Depois da Copa

Se for para valer, a prefeitura de Manaus vai retirar os camelôs que hoje atravancam as ruas do Centro e realocá-los nos prédios próximos à Booth Line, área com um comércio diferenciado, hoje. Como existem prédios históricos ali, as fachadas desses deverão ser preservadas. O projeto é construir um edifício de três andares para alojar os camelôs. Só tem um pequeno problema: dizem os especialistas que se tudo andar nos prazos normais, as obras deverão começar daqui a dois anos. Dá para aprontar tudo e retirar os camelôs logo depois da Copa de 2014. Como ninguém está preocupado com isso, tudo bem.

Canoa furada

Os vereadores embarcaram, mesmo, na canoa furada que é o transporte coletivo a ser feito, em Manaus, pelos mototaxistas. O vereador Luiz Alberto Carijó (PTB) já marcou até audiência pública, no dia 7, para discutir as bases do serviço entre a comissão que ele preside (Economia, Finanças e Orçamento) e do  vereador  Jaildo dos Rodoviários (Comissão de Transporte). Afirma Carijó que a sociedade vai participar da discussão. A viagem dos vereadores a favor dos mototaxistas é tão grande que querem até criar o “motoxímetro”, seja lá o que for isso. Deve ser pra medir o aumento do índice de atropelamentos e mortes que vai acontecer com essa atividade liberada..

Transparência da Seplan

A Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan) está divulgando seu site pela internet. O chamariz é dos mais eficientes, faz posts convidando o internauta a ver o link “Transparência”. Se tudo for verdade, o perfil de gastos da Seplan mantém o padrão dos anos anteriores nos dois primeiros meses de 2011: fez pagamentos no valor de R$ 1,164 milhão, onde a maior parcela é relativa à folha de pagamento, conforme o ‘burocratês’ no qual o histórico dos lançamentos é cifrado. Mesmo assim é um exemplo a seguir, principalmente por outros poderes do governo onde tudo se esconde sob uma nuvem de opacidade.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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