Duas pesquisas realizadas praticamente na mesma data ( Marketing e Propaganda de 12 a 15 de julho) e Perspectiva (16 a 20 de julho) cada uma com mil eleitores, mostram resultados diferentes, embora tenham a mesma metodologia. O que surpreende entre a primeira e a segunda pesquisa é a rejeição dos candidatos. Sabino Castelo Branco pula de 18% na primeira para 34% na segunda, o que se não revela um crescimento no número de eleitores que rejeita o deputado em tempo relativamente curto, expõe mais um conflito de números que coloca em xeque a tal cientificidade de um trabalho que em termos de desacertos é muito semelhante as previsões meteorológicas...
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Vanessa Grazziotin, que na pesquisa Marketing e Propaganda aparece com 8,8% de rejeição tem 12% na Perspectiva, mas o número agora se justifica, considerando a margem de erro para mais ou para menos de 3,1 pontos. O que não combina é o número atribuido a Sabino, que entre uma e outra pesquisa dá um salto de quase 100%.
Henrique sem teto
Há uma outra revelação na pesquisa Perspectiva, que é relevante e não mostrada no levantamento Marketing e Propaganda. Ela diz respeito a segunda opção dos eleitores em caso de desistência de votar no candidato da sua preferência. Vanessa Grazziotin, Serafim Correa e Henrique Oliveira ficam empatados em 15%, mas surpreende os números atribuidos a Pauderney Avelino, que contabiliza 10%.
Uma radiografia da alma do eleitor
Esse quadro mostrado pela Perspectiva (segunda opção de voto em caso de desistência de votar no candidato da preferência atual) indica que os eleitores ainda não estão cientes de que darão seus votos a determinados candidatos ou aponta que ainda poderão mudar de opção. A seguir esse raciocinio, o candidato Henrique Oliveira ( PR), pode ter um teto de crescimento que não está sendo mensurado. As próximas pesquisas vão dizer até onde Henrique pode ou não crescer e ameaçar os favoritos.
Arthur e a lenda dos camelôs
Os camelôs cansaram de ser usados como escudos contra o ex-senador Arthur Neto. A lenda de que Arthur mandou bater nos vendedores ambulantes ou os perseguiu foi desmistificada nos últimos anos pela omissão dos diversos prefeitos em tratar esses trabalhadores com dignidade, oferecendo-lhes alternativa para desenvolverem a sua atividade. Ontem, nem mesmo o esforço de três sindicatos conseguiu mobilizar a categoria para ouvir opositores do ex-senador falar da lenda e pedir uma mobilização contra ele. O receio de um avanço ainda maior de Arthur provoca essas reações lamentáveis....
Vereadores já consumiram R$ 1,2 milhão em ano de eleição
Em ano de eleição, os vereadores da Câmara Municipal de Manaus que fazem o uso da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) já consumiram de janeiro a maio deste ano, conforme dados mais recentes do Portal da Transparência da CMM, R$ 1,2 milhão com despesas de combustível, alimentação e comunicação.
Tayah promete punir gazeteiros e atrasados
E por falar em Câmara, o presidente Isaac Tayah afirmou que vai promover mudanças no regimento interno da casam a fim de punir os vereadores que chegam atrasados. A punição será a suspensão do direito de se pronunciar nos expedientes para quem chegar após às 9h30min. Nos dias de votação, o vereador que não tiver na Casa ou chegado atrasado terá seus projetos retirados de pauta.
Auditoria e ética
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) instituiu o Manual de Procedimentos Gerais de Auditoria e Ética. A se julgar pelo tamanho da seção voltada para especificar os direitos, com cinco incisos, e a de deveres, com quinze, a coisa vai ficar séria para o lado dos servidores daquela corte, sem falar na seção das vedações. Agora é esperar e ver se funciona.
Vice plugado
Enquanto a maioria dos vice em chapas de candidatos a prefeito de Manaus se conforma com passiva papel de coadjuvante, o vice de Serafim Corrêa (PSB), Marcelo Ramos (PSB) se propõe a agir ativamente e, na noite desta segunda-feira promoveu debate, via internet, com quem quisesse participar. Democracia é isso.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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