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Dissica possui uma inexplicável e assombrosa blindagem. Em outubro deste ano - um dia desses, como diz o caboco - foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado a devolver aos cofres públicos R$ 604.912,23, resultado da soma de novas impropriedades administrativas encontradas no exercício financeiro de 2008, ano em que retornou a prefeitura para mais um mandato.
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Quem disse que Dissica recolheu um centavo ? E a multa de R$ 19,736, também imposta ao prefeito, foi recolhida, como manda a lei ? Também não. Isso apesar do parecer do Ministério Público de Contas indicar 35 irregularidades assombrosas, como a posse ou desvio de recursos da sociedade.
A PENSÃO DE AMAZONINO
O prefeito Amazonino Mendes tem um gordo patrimônio, conquistado, como todos sabem, com muito trabalho. Nas eleições de 2008 declarou que seus bens somavam R$ 3,1 milhões. Na lista, uma casa de alvenaria avaliada em R$ 1,6 milhão, a editora Novo Tempo ( que ele diz valer R$ 500 mil) e terrenos no litoral do Rio de Janeiro. Mas a grana de Amazonino encolheu em relação a dois anos antes, quando declarou(2006) patrimônio de R$ 5 milhões, com R$ 1,7 milhão em espécie, isto é, dinheiro vivo. Agora o Negão, que contava com uma aposentadoria de R$ 22 mil desde 2002, e que estava depositando cada centavo na poupança, pode ver seu patrimônio encolher mais um pouquinho, se os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado resolverem desempenhar o papel para o qual estão sendo pagos pela sociedade: julgar o processo que trata da legalidade ou não da pensão que recebe por ter exercido o cargo de governador do Amazonas.
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Os conselheiros, por enquanto, estão enrolando, pedindo vista aqui e ali. Um escândalo. Mas Amazonino agradece.
ENROLADOS COM AS CONTAS
O Tribunal Regional Eleitoral inovou este ano com as comissões partidárias eleitorais. Não que elas não existissem. É que não atuavam ou não cumpriam o seu papel. Agora as comissões estão sendo fundamentais para identificar falhas nas contas dos candidatos e acabaram municiando o Ministério Público Eleitoral com informações valiosas.
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O grande rolo em relação as eleições deste ano está concentrado nas contas do governador Omar Aziz e dos senadores eleitos, Eduardo Braga e Vanessa Grazziotin, que tentaram justificar as falhas já apontadas, mas ouviram dos membros da comissão que havia algo injustificável, como o fato de terem declarado o pagamento a cabos eleitorais sem a movimentação das respectivas contas bancárias, criadas para este fim.
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O caldo pode engrossar para Omar, Eduardo e Vanessa se o Ministério Público entender que este é mais um motivo para pedir a cassação do registro ou diplomação dos três políticos, ou ainda se o TRE - e isso é pouco provável - acatar o parecer da comissão. O único risco, como sempre, é o procurador Edmilson Barreiros, que já trabalha numa Aije - Ação de Investigação Judicial Eleitoral - que deve ser apresentada ao TRE-Amazonas nos próximos dias, com pedido de cassação dos registros ou diplomas de Omar Aziz, Vanessa Grazziotin e Eduardo Braga,
A CONTA COM O BUFFET
O contribuinte paga por ano em serviços de restaurante e buffet, refeições coquetéis, salgadinhos, almoço, jantar, bebidas não alcoólicas e serviços de bordo na sede do governo do estado R$ 850 mil. E quem leva a grana é a Sídia Holanda Dantas Goes e Marineuza Campos Reis, sócias da JBV serviços de Bufe Ltda, cujo contrato com a Casa Civil sofreu mais um aditivo.
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Para quem não sabe, a Casa Civil funciona como uma espécie de mordomo de um governo - suas atribuições vão de engraxar as botas do patrão a coisas mais complexas, como as relacionadas com a coordenação e integração das ações governamentais. Muitas vezes o simples custa caro. Por exemplo, os serviços de limpeza, conservação, higienização, jardinagem, moto-boy, copeira e garçom do Palácio da Compensa vai custar nos próximos 12 meses R$ 1,5 milhão. O contrato com a empresa de Rudney Sena de Oliveira - a Rudary - Prestadora de Serviços do Amazonas Ltda, acaba de ser renovado pelo secretário Raul Zaidan.
NO PÉ DO DISSICA
O Ministério Público estadual resolveu ficar na cola do prefeito de Eirunepé, Francisco das Chagas Dissica Valério Thomaz. Um inquérito civil público acaba de ser instaurado pelo promotor Roberto Nogueira para apurar o tamanho do buraco deixado por Dissica nas finanças do município no ano 2000, quando foi constatado por auditores do TCE que o prefeito fez uma administração de terra arrasada. Isso não impediu que Dissica se reelegesse.
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Dissica possui uma inexplicável e assombrosa blindagem. Em outubro deste ano - um dia desses, como diz o caboco - foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado a devolver aos cofres públicos R$ 604.912,23, resultado da soma de novas impropriedades administrativas encontradas no exercício financeiro de 2008, ano em que retornou a prefeitura para mais um mandato.
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Quem disse que Dissica recolheu um centavo ? E a multa de R$ 19,736, também imposta ao prefeito, foi recolhida, como manda a lei ? Também não. Isso apesar do parecer do Ministério Público de Contas indicar 35 irregularidades assombrosas, como a posse ou desvio de recursos da sociedade.
COTAÇÃO DE BRAGA
Material publicado ontem no site de O Globo diz que as possibilidades de o senador eleito Eduardo Braga (PMDB) ganhar um ministério na administração de Dilma Rousseff conta com simpatia da petista. Se depender dela, Braga assumirá o Meio Ambiente. O problema continua sendo o PMDB. Braga precisa do aval do partido. Ainda não tem. Pode não ter, ao menos agora.
FORA DO GOVERNO OMAR
O superintendente da Polícia Federal, delegado Sérgio Fontes, negou ontem no programa Roda Viva, transmitido pela TV Educativa, que possa assumir a Secretaria de Segurança Pública do Estado. Ele disse que ainda existem inquéritos eleitorais sob investigação e que além de ser honesto, é necessário parecer honesto.
POLÍCIA DE PAPEL
O superintendente da Polícia Federal, Sérgio rebateu críticas de segmentos da sociedade que se referem à instituição como “polícia de papel” por não verem seus efetivos nas ruas. O delegado assegurou que é essa polícia de papel, o serviço de inteligência que assegura o bom nome da organização.
CONSTRUÇÃO DE CRECHE
O prefeito Amazonino Mendes resolveu construir a primeira creche de sua gestão. O bairro favorecido com a obra é Santa Luzia, zona sul, e a creche vai ter capacidade de atender 200 crianças. Localizada na rua Santa Luzia, 272, a construção vai custar R$ 3,496 milhões, incluída a subestação de energia, o que significa que cada vaga sai por R$ 17,48 mil e será construída pela empreiteira Alcance Ltda.
REFORMA EM PETRÓPOLIS
A prefeitura de Manaus também contratou a Metacon Construções, Montagem e Comércio Ltda para fazer a urbanização, construir guarita, reformar quadras de esportes, ampliar e reformar a Emef Ana Mota, localizada na rua Rio Amazonas, Petrópolis. O custo das obras é de R$ 1,403 milhão.
DESCOBERTA DO ÓBVIO
O representante da Agência Nacional de Petróleo (ANP),Noel Moreira Santos, está quase descobrindo o que toda a cidade já sabe e há muito se queixa: para Santos, existem fortes indícios da existência de cartel nos postos de venda de combustíveis em Manaus. A constatação é um grande progresso de vez que na última visita feita por técnicos da ANP a Manaus essa hipótese foi descartada.
MUNICÍPIOS PARA ERON
Se depender das pessoas que compareceram à audiência pública promovida nesta quinta-feira pela Assembleia Legislativa do Estado (ALE), os esforços do deputado Eron Bezerra (PCdoB) para criar novos municípios no Amazonas têm boas possibilidades de dar certo, pelo menos no que diz respeito a Novo Remanso, de onde veio boa parte das pessoas presentes na audiência e que, no entender de Bezerra, são favoráveis às novas unidades administrativas.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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