As suspeitas de superfaturamento na contratação das obras do edifício garagem da Assembleia Legislativa aumentaram ontem, quando o presidente Ricardo Nicolau foi acuado pelos deputados, muitos dos quais sequer sabiam que a Casa havia realizado uma licitação. "Mas, mas... 24 milhões de reais, seu Nicolau?(!!)", indagou, com certo ar de incredulidade o deputado José Ricardo, que revelou que denunciou a obra ao Sinduscon. Nicolau reagiu: " “Não fique fazendo isso deputado. Isso é feio. Não é coisa que um homem como o senhor faça”.
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Ainda sobre o pacotaço de obras da ALE, o deputado Davi Almeida, na tentativa de defender os atos e a gestão de Nicolau, acabou revelando uma informação que pode ser usada para contestar o certame do Edifício Garagem: a de que a Casa ainda está realizando um estudo técnico para definir os espaços e a quantidade de vagas do edifício. O problema é que a licitação já ocorreu, tendo como vencedora a RD Engenharia.
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Também por causa de edificio, um certo Nicolau se tornou famoso no Pais...
Agripino para Braga: "Cuidado..."
O senador Eduardo Braga foi sincero no seu discurso de apresentação como líder do governo. Disse que assumiu o cargo "graças a generosidade da presidente Dilma". E prometeu uma relação real, fraterna e transparente com os partidos no Congresso. De José Agripino Maia (DEM), ouviu um conselho: "cuidado com as exigências descabidas".
Ao escolher Braga, Dilma assumiu riscos
Os integrantes de partidos da base elogiaram Dilma por ter escolhido o senador Eduardo Braga como líder do governo, mas a ausência dos principais caciques do PMDB durante a fala de Braga revela o quanto a escolha da presidente foi equivocada, e que o risco de seu governo fazer água agora é grande.
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Dilma podia ter usado critério técnico e politico para a escolha do substituto do senador Romero Jucá como seu lider. Usou a generosidade. Agora é esperar que Deus tenha piedade do seu govenro...
"Somos mesmo incompetentes"
O vereador Luiz Mitoso (PSD) teve um momento de depressão quando viu seu Projeto de Lei das enteroparasitoses entrar em pauta com veto total do prefeito Amazonino Mendes (PDT). Desanimado, lamentou: “Os vetos acabam passando pra população a idéia de que esta casa não tem competência para legislar. Nós somos incompetentes, desqualificados...” Deu certo, porque todos os vereadores se uniram para derrubar o veto.
Tayah e as lombrigas
Durante o debate do Projeto de Lei 215/10, que institui medidas de prevenção de enteroparasitoses nas escolas municipais, o presidente Isaac Tayah (PSD) percebeu que muita gente não estava entendendo do que se tratava. Num breve intervalo, aproveitou a deixa: “Só lembrando que as enteroparasitoses são as lombrigas, mesmo”. Simples e elucidativo. Todo mundo entendeu.
Fora com os gordos
Enquanto na Câmara Municipal o vereador Massami Miki (PSL) está preocupado com a obesidade infantil, na Assembleia Legislativa o deputado Vicente Lopes (PMDB) não admite obesidade nos quadros da Polícia Militar. Miki apresentou Projeto de Lei criando programa nas escolas municipais para a realização de exames de prevenção e diagnóstico da obesidade e doenças relacionadas. O projeto de Lopes é mais duro: proíbe soldados gordos nos quadros da PM. “É inadmissível”, diz ele.
Reizo e o hino de Manaus
O caladão Reizo Castelo Branco (PTB), que pouco fala, agora quer que todo mundo decore a letra e cante o Hino de Manaus. Seu PL 344, que tramita na casa desde 2009, determina a distribuição da letra do Hino Municipal em todos os eventos oficiais da cidade. Recebeu parecer contrário da CCJ, mas mereceu o beneplácido do colega Carijó, que aproveitou para dar um puxão de orelha nos vereadores. “É uma vergonha que até mesmo aqui não se saiba a letra do Hino do Município”. E pediu à sua bancada para derrubar o parecer. Todos os vereadores apoiaram o projeto e Reizo, que não sabia que era tão querido, permaneceu mudo de espanto.
PM com medo
Pareceria cômico se não fosse o desfecho trágico: a Polícia Millitar, conforme registrou montou uma barraca na praça do conjunto D. Pedro. Duas semanas depois retirou-a por temer que fosse roubada. No dia seguinte à retirada da barraca da PM, o secretário municipal de Administração, José Antonio Assunção, foi baleado naquela praça. Ao saber do fato, alguns deputados riram do inusitado da situação: PM temendo ser roubada.
Atenção cinemas: lá vem multa
Decreto do prefeito Amazonino Mendes prevê multas de R$ 70,44 mil a R$ 176,10 mil para cinemas que não colocarem todos seus caixas para funcionar em horário de pico, que é entendido, nos dias de semana, das 17h ao encerramento do expediente, e nos fins de semana e feriados, no decorrer do expediente. A prefeitura vai faturar, “se” fiscalizar e multar.
Base de dados custa R$ 10 milhões
A prestação dos serviços de “Implantação e manutenção de sistema para modelagem da base de dados municipal e atendimento especializado aos munícipes em bases fixas e móveis” vai custar ao contribuinte ‘apenas’ R$ 10,95 milhões, conforme extrato publicado no Diário Oficial do Município desta sexta-feira, pela Secretaria Municipal de Finanças, comandada por Alfredo Paes dos Santos.
Consumidor ganha, na teoria
A Águas do amazonas, que só tem levado pedradas nos últimos tempos, acaboiu de tomar uma trombada maior: vai perder renda. Diz o vereador Wilker Barreto (PHS) que foi aprovada a lei 40/2011 que extingue a taxa de religação de água em Manaus. Bom para o consumidor, se a concessionária cumprir a lei.
Prosa de senadora
Quem estava toda pávula nesta terça-feira era a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) ao receber os agradecimentos da presidente Dilma Rousseff pela coordenação do Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz com o qual Dilma foi uma das homenageadas.
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Vanessa aproveitou para tascar um discurso onde disse que as mulheres têm que deixar de receber 30% a menos que os homens e ampliar a participação de 10% que têm, hoje, no Legislativo. Tudo isso ao lado dos homens, diz ela.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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