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NEJMI NÃO SERÁ CANDIDATA A VICE-GOVERNADORA NA CHAPA DE MELO

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Por Holanda
18/08/2013 04h03 — em Coluna do Holanda

A primeira dama Nejmi Aziz seria a candidata ideal  para vice - de qualquer das chapas do grupo no poder. Tem uma personalidade forte, tem carisma e é bem aceita entre o eleitorado. Mas há duas questões que afastam a possibilidade, mínima, de  Nejmi se candidatar: 1-Ela não tem manifestado qualquer interesse no tema. 2-A lei impõe restrições a participação da mulher de governador como candidata a vice, ainda que ele, como titular,  venha se desincompatibilizar do cargo.

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Vão aparecer outras teses, que afinal não deverão  prosperar quando levadas ao Tribunal Superior Eleitoral, que tem adotado o entendimento de que a partipação do cônjuge do governador na eleição, como vice, configura violação a Norma Constitucional impeditiva da perpetuação de uma mesma familia no poder.

O ALVO É NICOLAU

Já há quem conte com a aprovação da PEC 18, cujo relatório, aprovado  pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, garante a perda imediata do mandato de parlamentar condenado pela Justiça, se esta assim o determinar. Nesse caso, cabem às mesas diretoras da Casa a qual pertence o parlamentar comunicar o fato ao Plenário, ao contrário do que ocorre atualmente, em que é necessária a abertura de processo de cassação pelo Parlamento. Os que apostam na PEC querem ver a caveira do ex-presidente da Assembleia, Ricardo Nicolau.

REPETINDO O NEGÃO

Pelo que disse em seu programa radiofônico de sábado, o senador Eduardo Braga (PMDB) continua fazendo obras no Estado mesmo sem cargo executivo. Diz ele que o terminal pesqueiro, as mais de 50 creches tocadas pela prefeitura, o anel viário e as ruas do DI executadas pelo Estado têm recursos federais que ele deixa subentender nas entrelinhas terem suas digitais. Só faltou Braga, no melhor estilo Negão, dizer “Fui eu que fiz.”

NO GRITO VAI?

No sábado, em encontro com prefeitos e vereadores eleitos pelo PT, no Taj Mahal Hotel, o deputado federal Francisco Praciano incentivou os “companheiros” a botar a boca no trombone para brigar pelos seus municípios. Segundo informação da assessoria, Praciano disse que eles têm de politizar seus mandatos e “gritar” contra a falta de defensor público, de médicos e mamógrafos nos hospitais de suas cidades, sem esquecer de ter o povo como aliado. “Não tenham medo, senhores prefeitos e vereadores, de gritar contra as mazelas em seus municípios”.

“ROUBO”

Praciano lembrou que de 34 municípios do Amazonas auditados pela Controladoria Geral da União (CGU) nos últimos oito anos, todos apresentaram irregularidades. E concluiu: “Estão roubando verba pública, principalmente das áreas da saúde e educação”.

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Praciano é um Dom Quixote do PT,  partido que há dez anos comanda o país e tem protagonizado os maiores escândalos de corrupção, atingindo a mais alta esfera do poder. Mas ele insiste no mesmo discurso com que conquistou eleitores que o fizeram vereador em quatro mandatos consecutivos e deputado federal reeleito em 2010. Esse é o velho Praça.

JOSILDO, GIVANCI...

O  sindicalista Josildo Oliveira diz que R$ 50 mil de multa imposta ao Sindicato dos Rodoviários, caso desrespeite decisão judicial, não é nada para a entidade. O que indica que há muito dinheiro do trabalhador rolando por lá e  gente fazendo uso indevido desses recursos.

POPOSTA DA TETÊ

Quem imagina que a proposta da vereadora Therezinha Ruiz para a inclusão de vagas para professores graduados e habilitados em dança, no próximo concurso público para a rede municipal de ensino é para incentivar o forró e a toada nas escolas está enganado. Segundo ela, existe hoje em Manaus mais de cinco mil professores qualificados em dança, “mas o mercado de trabalho ainda é muito restrito para estes profissionais”.

SEM SOSSEGO

 Candidatos suavam a camisa e gastavam os tênis em caminhadas por ruas e becos, na cata ao eleitor, na campanha de 2006. O senador Arthur Neto (PSDB) era um dos candidatos ao governo, concorrendo com o governador Eduardo Braga (PMDB). Era 18 de julho quando Arthur foi ao encontro de eleitores, no bairro Compensa (zona oeste). Ouviu de moradores e comerciantes que o maior problema do bairro eram os constantes assaltos.

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Artur respondeu que, se eleito, daria prioridade ao setor de segurança pública. E avisou: “Só quem não me conhece pode imaginar que bandido vai ter sossego no meu governo. Quem vai se entocar em casa será o ladrão e não o trabalhador. O cidadão de bem vai poder andar sem medo, a filha dele não vai correr mais o risco de ser estuprada na esquina por bandidos”.

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Braga foi reeleito, Artur permaneceu no Senado até 2010, quando perdeu a eleição para a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB). Em 2012, foi eleito prefeito de Manaus, derrotando Vanessa no segundo turno. Até agora tem dito que ficará no cargo até o fim do mandato. Mas em 2014 com certeza voltará ao bairro Compensa, caso decida apoiar algum candidato. E ouvirá reclamação.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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