O recuo na imunização contra a Covid 19 em Manaus, por falta de vacina, ocorre em um momento de flexibilização das atividades comerciais e, portanto, de alto risco de novas contaminações pelo coronavírus. Não é pouco o dado, oficial, que registra 223 internados em Utis, dependentes de respiração mecânica. Nem o número de mortos pelo vírus: 12 nas últimas 24 horas.
A Fundação de Vigilância em Saúde anunciou outras 16 mortes, com a velha e surrada desculpa de que só vieram a público agora depois de avaliados "critérios clínicos, de imagem, clínico-epidemiológico ou laboratorial.”
De 1o de abril até esta quinta-feira, 29, morreram de Covid no estado do Amazonas 590 pessoas e o número de infectados, no mesmo período, foi de 21 mil.
O descuido, entretanto, é geral. Não somente com festas clandestinas. O mau exemplo do general e ex-ministro da Saúde, Pazuello, no Manauara Shopping, sem máscara e sem ser importunado pelos seguranças, somando-se a esse fato lamentável a inauguração de um auditório no Centro de Convivência Vasco Vasquez, onde autoridades, entre elas o presidente Bolsonaro, o governador Wilson Lima e fanáticos apoiadores do bolsonarismo promoveram uma injustificada aglomeração.
Nunca é bom apostar no pior. Nesse jogo negativo para a sociedade e o país, ninguém ganha. Mas é sempre bom prevenir. As cepas estão aí, num ritmo de multiplicação incontrolável, enquanto a morte espreita a todos.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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