A prefeitura de Manaus está executando a Gradiente por dívida tributária que soma cerca de R$ 500 mil. A empresa, que anunciou o início das atividades para o próximo mês, também está sendo alvo de ações trabalhistas e de credores. Na reunião de seu Conselho Deliberativo, na última sexta-feira, ficou de anunciar a estratégia de mercado. Mas da reunião não constou sequer uma discussão sobre as atividades em Manaus ou as medidas para contratar e treinar mão de obra no Amazonas.
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Os três mil empregos que Eugênio Staub disse que geraria com o retorno do empreendimento, argumento que serviu para amolecer a Agência de Fomento do Amazonas, que investiu R$ 16 milhões na empresa, parece que vão ficar mesmo na promessa.
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Segundo o Portal do Holanda apurou, os galpões da Gradiente em Manaus continuam fechados. Embora possua alguns equipamentos, especialistas dizem que estão defasados e que se Staub quiser mesmo produzir em larga escala terá que fazer investimento em maquinário.
Melo perdeu cabelo
Quem anda preocupado é o vice-governador José Melo, que perdeu muito cabelo convencendo Deus e o mundo que o retorno da Gradiente era bom para a Afeam e bom para o Amazonas. O histórico da empresa aponta para outros caminhos...
Ministros pelos ares
Acerca do aparelhamento do Banco Central, que teria sido feito pela atual administração petista, o diplomata tucano Arthur Neto avisa que que isso vai custar caro ao bolso do contribuinte. O tucano vai mais adiante ao avaliar o governo Dilma Rousseff: “Quando se mistura incompetência com má fé, o resultado é explosivo. É, por exemplo, ministro voando para todo lado.”
Fica o registro
Para o pessebista Joaquim Lucena, o vereador Massami Miki (PSL) não poderia ter assumido o cargo de prefeito de Manaus. Diz Lucena que, conforme o artigo 75, parágrafo único, da Lei Orgânica do Município de Manaus (Loman), na ausência do presidente da Câmara Muncipal da Manaus, quem deveria assumir a prefeitura era um juiz de 2ª entrância. Bem, a diferença seria mínima. Resta saber se o texto da Loman consultado por Lucena está atualizado.
Japonês esperto
Miki revelou esperteza e, em quatro dias como prefeito, apareveu mais nas ruas, visitando obras, do que Amazonino Mendes em 750 dias como prefeito da cidade.
Descolado do senador
O deputado Marco Antonio Chico Preto (PSD), assim como a população de Manaus, está mesmo descrente das vãs promessas de investimentos da Eletrobrás Amazonas Energia. Nem o endosso do senador Eduardo Braga (PMDB) de que a companhia vai investir R$ 879,5 milhões em uma megausina na cidade fez Chico desistir de protocolar representação junto à Aneel, segundo ele, pedindo punições e providências contra os apagões.
Coisa de político
Em Óbidos, segundo explicou, testemunhando o surgimento da mais nova diocese da Amazônia, o verrador Elias Emanuel (PSB) não perdeu tempo. Além de admirar o rio Amazonas de outra perspectiva, sapecou: “Daqui meu carinho a toda comunidade paraense em Manaus.” Ele teve que ir ao Pará para lembrar desse seu eleitorado.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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