Manaus tem produzido noticiário negativo todos os dias. São as decapitações nos presídios, greve no transporte público, alagações.
A cidade - de mais de dois milhões de habitantes - sofre de fadiga.

Precisa deixar de ser a velha senhora que se esconde por trás de cremes que lhe dão uma aparente jovialidade (que se desfaz com a primeira chuva) para se tornar uma metrópole.
Embora concentre um polo industrial e 98% das atividades de empregos e capitais, segue socialmente perversa e excludente.
A greve dos rodoviários, que deixou mais de meio milhão de pessoas sem ônibus, é apenas um exemplo de como se administra mal os conflitos, e da dificuldade de apontar caminhos que evitem impasses como o que levou os trabalhadores à paralisação.
Chegou a hora de encarar o mundo real, resolver seus conflitos, trabalhar pela solução de problemas básicos, entre eles o transporte, tratado de forma pouco responsável pelas autoridades.
A cidade do futuro, que o prefeito Arthur Neto anunciou durante a campanha do ano passado, não será construída sem resolver esses conflitos. Sem priorizar o transporte como incentivador do trabalho e do crescimento social e econômico de Manaus.
O problema é que depois de uma eleição vem outra eleição... E questões básicas, essenciais, ficam para ser resolvidas depois da eleição... (RH)
Dinheiro voltou
Má vontade e descaso se juntam sempre que o assunto envolve a construção de presídios no país, o que deve deixar todo mundo em alerta neste momento em que o Governo Federal tenta viabilizar um Plano Nacional de Segurança Pública.
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No Rio Grande do Norte, levantamento dos Ministérios Públicos Federal e Estadual concluiu que cerca de R$ 24 milhões liberados pela União para a construção de presídios foram devolvidos entre 2008 e 2016 porque o estado não conseguiu executar os projetos.
Unificação contra o crime
O presidente Michel Temer (PMDB) quer unificar as ações de todos os órgãos de inteligência no combate ao crime organizado.
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Assim ele diz que serão mais eficientes as medidas para evitar rebeliões violentas como as ocorridas no início do ano em presídios do Amazonas e do Rio Grande do Norte.
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A estratégia de Temer é usar a inteligência do governo para ajudar os estados no enfrentamento aos narcotraficantes. Ele reconhece que as facções estão bem organizadas e ditam ordens de dentro dos presídios.
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Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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