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Os TCEs, como órgãos de fiscalização e controle da administração financeira e orçamentária dos Estados, são importantes instrumentos de depuração dos governos. O problema é a sua estrutura, fundada em interesses dos governantes de ocasião. São eles que indicam seus integrantes. A troca de favores é inevitável.
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Arthur, como um bom senador, perdeu a oportunidade de abordar esse tema de forma mais clara. Falar, por exemplo, da necessidade de a escolha dos conselheiros ser feita diretamente pela sociedade. Seria o fim da mamata...
UM PODER QUASE NARCÓTICO
Daqui a pouco o Datafolha publica mais uma pesquisa, cujos resultados foram antecipados ontem na internet. Dilma aparece com 49% e José, descendo a Serra, com 29%. Vinte pontos de diferença é um número muito grande. Não é Dilma a estrela dessa eleição. É Lula, com seu poder quase narcótico, empurrando para o consumo do eleitorado um produto que não está passando pelo controle de qualidade. E pode se tornar um desaste para País.
SEM PROPOSTAS
Os candidatos ao Senado continuam sem propostas. Eduardo Braga está pedindo votos para continuar fazendo o Prosamim, Vanessa só fala em Dilma. Marilene quase não tem o que dizer, enquanto Arthur permanece com o surrado discurso de que é preciso continuar lutando pela Zona Franca de Manaus. O Senado representa o país. E um país que vai precisar de uma casa forte, independente, para fazer frente a um eventual governo Dilma, que parece disposto a passar como um trator sobre as instituições do estado.
EDUARDO TEM MEDO DE REPETIR DUNGA
Apesar da falta de proposta, o ex-governador Eduardo Braga, candidato ao Senado, parece mais esperto e com um certo friozinho na barriga, com receio de surpresas na abertura das urnas, em 3 de outubro. No Twitter, ontem ele postou a seguinte mensagem: "Ótima noite a todos, conto com vocês, e sem o já ganhou certo? Vejam o exemplo do Dunga e Maradona na copa! Vamos trabalhar duro p a vitória!"
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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