Coluna do Holanda

LANCES MEDIDOS

Coluna do Holanda
Por Holanda
26/08/2010 10h45 — em Coluna do Holanda
Arthur Neto conseguiu acalmar ontem os corações de cinco ansiosos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado, que se reuniram para ouvir o senador falar  do projeto que prevê o fim dos TCEs. Arthur garantiu que ninguém mexerá com o tribunal. É o preço da democracia. Manter instituições inoperantes, perdulárias e sabidamente corruptas faz parte de um jogo de lances medidos. Se a sua manutenção é  onerosa e provoca os descaminhos que a sociedade tem presenciado, como troca de favores, indicações de afilhados do poder político  para ocupar cargos vitalícios e graciosas aprovações de contas que poderiam fazer parte de inquéritos  policiais, de outro evita que os governos  rompam o tênue limite entre democracia e ditadura. O cidadão é que precisa cobrar,  fiscalizar e exigir que essas instituições retomem o papel para o qual forma criadas - que é  a defesa de interesses da sociedade.

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Os TCEs, como órgãos de fiscalização e controle da administração financeira e orçamentária dos Estados,  são importantes instrumentos de depuração dos governos. O problema é a sua estrutura, fundada em interesses dos governantes de ocasião. São eles que indicam seus integrantes. A troca de favores é inevitável.

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Arthur, como um bom senador, perdeu a  oportunidade de abordar esse tema  de forma mais clara. Falar, por exemplo, da necessidade de a escolha dos conselheiros ser feita diretamente pela sociedade. Seria o fim da mamata...

UM PODER QUASE NARCÓTICO


Daqui a pouco o Datafolha publica mais uma pesquisa, cujos resultados foram antecipados ontem na internet. Dilma aparece com  49% e José, descendo a Serra, com 29%. Vinte pontos de diferença é um número muito grande. Não é Dilma a estrela dessa eleição. É Lula, com seu poder quase narcótico,  empurrando para o consumo do eleitorado um produto que  não está passando pelo controle de qualidade. E  pode se tornar um desaste para País.

SEM PROPOSTAS


Os candidatos ao Senado continuam sem propostas. Eduardo Braga está pedindo votos para continuar fazendo o Prosamim,  Vanessa só fala em Dilma. Marilene quase não tem o que dizer, enquanto Arthur permanece com o  surrado discurso de que é preciso continuar lutando pela Zona Franca de Manaus. O Senado representa o país. E um país que vai precisar de uma casa forte, independente,  para fazer frente a um eventual governo Dilma, que parece disposto a passar como um trator sobre as instituições do estado.


EDUARDO TEM MEDO DE REPETIR DUNGA

Apesar da falta de proposta, o ex-governador Eduardo Braga, candidato ao Senado,  parece mais esperto e com um certo friozinho na barriga, com receio de surpresas na abertura das urnas, em 3 de outubro.  No Twitter, ontem ele postou a seguinte mensagem: "Ótima noite a todos, conto com vocês, e sem o já ganhou certo? Vejam o exemplo do Dunga e Maradona na copa! Vamos trabalhar duro p a vitória!"     
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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