O Ministério Público Estadual instaurou inquérito civil para apurar se servidores do Tribunal de Justiça do Amazonas, investigados na Operação Vorax, em 2008, cometeram atos de improbidade administrativa. Eles foram acusados de intermediar interesses da prefeitura de Coari no Tribunal, resultando na concessão de liminares favoráveis ao municipio. Entre os servidores alvos do MP estao Rosely de Assis Fernandes, Marcelo Ricardo Raposo Câmara e Ebenezer Albuquerque Bezerra.
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Por causa de ligações suspeitas com o ex-prefeito Adail Pinheiro, de Coari, responderam ou respodem a Reclamação Disciplinar no Conselho Nacional de Justiça os desembargadores Yedo Simões de Oliveira, Domingos Jorge Chalub Pereira e o ex-presidente do TJ, Francisco Auzier, excluido do caso por ter se aposentado compulsoriamente. Mesmo assim terá sua participação no caso Vorax devassada pelo MP.
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Outros envolvidos foram os juízes Rômulo José Fernandes da Silva, Ana Paula, Hugo Fernandes Levy Filho e Elcy Simões de Oliveira.
Descumpriu, perdeu
O presidente do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb), Manoel Henrique Ribeiro, resolveu rescincidr ulinateralmente contrato de R$ 119 mil firmado com Marshal Vigilância em 29 de abril deste ano. Ribeiro fundamenta a rescisão por descumprimento das cláusulas contratuais. Se a moda pega, a Marshal vai perder mais coisas.
Voto de liderança
Do ex-governador por nove meses, Vivaldo Frota, ao comentar que houve evolução nas liberdades democráticas e na política no Brasil: “Quando fui parlamentar, o Brasil vivia uma ditadura [...] Os próprios parlamentares nem votavam. Isso era feito através das lideranças. Cansei de ver gente se perguntado em quem votou.” Infelizmente para a democracia do país, ainda existe esse tipo de “voto” no Legislativo.
Contratos estranhos
O Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) só publicou contratos fechados em agosto com a Printsilva Grafica Editora Ind. e Com. de Embalagens de Papéis na última edição de setembro do Diário Oficial do Município (DOM). O contrato nº 023/2011, de 16/8/2011, de R$ 1,132 milhão é para fornecer material gráfico, enquanto o de nº 024/2011, de 8/8/2011, de R$ 594,8 mil, contrata o fornecimento de cartilhas. Os dois somam R$ 1,726 milhão e têm prazos de 12 meses. Uma coisa no mínimo curiosa é que o contrato de numeração menor (023/2011) foi assinado depois do contrato nº 024/2011.
Relátorio e certificado
Na Câmara Municipal de Manasus (CMM) o presidente do poder, Isaac Tayah (PTB) autorizou a vereadora Mocilda de Oliveira Guimarães (PRP), a Cida Gurgel, a participar do “Seminário sobre Gestão Pública”, a ser realizado em Foz do Iguaçu/PR, no período de 05 a 08 de outubro de 2011. O detalhe importante é que o presidente do poder exige que Cida Gurgel apresente o relatório de viagem e o certificado de participação no seminário. Pior, ela vai passar quatro dias no seminário, conforme a autorização, mas ´so vai receber três diárias. Tayah parece que resolveu economizar.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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