O engajamento do prefeito Artur Neto na aliança para a reeleição do governador José Melo soma um potencial de votos que vem mantendo regularidade nas disputas para o Senado e prefeitura de Manaus. Em 2002, na primeira eleição de senador, Artur obteve 608,7 mil votos; em 2010 somou 644,3 mil; e em 2012 para prefeito recebeu 603,4 mil votos. Esse desempenho mostra também que Artur Virgílio é um político “urbano”, com seu eleitorado concentrado em Manaus, justamente onde José Melo precisava de reforço para crescer sua candidatura.
PR PRÓXIMO DE AÉCIO E MELO
Desde o início da noite de sábado a presidente Dilma enfrenta novo perigo em sua base aliada. O PR do senador Alfredo Nascimento adiou para 30 de junho, prazo limite para a formação das coligações nacionais, a definição de apoiar ou não a candidatura da presidente. Segundo Alfredo, a sigla está dividida e a relação com o governo “ao longo do tempo, não é boa". Um grupo forte olha com simpatia para Aécio Neves, e nesse caso o PR no Amazonas estaria na aliança de Arthur com o governador José Melo.
BOATOS, SÓ BOATOS
O disse-me-disse é fato comum nas articulações políticas. Mas neste ano alguns integrantes da velha escola estão abusando dos ruídos de comunicação. Estimulam que "notícias"sejam espalhadas sem dar a garantia da veracidade do seu conteúdo. Por exemplo, o PMDB deixou “rolar" inúmeros boatos sobre prováveis alianças com outros partidos no Amazonas. Partidários do senador Eduardo Braga chegaram a dizer que seu lider estava “conversando com todo mundo”, mas na realidade não estava. Perdeu terreno e agora corre atrás do prejuízo.
SURFANDO NAS ONDAS DA COPA
O prefeito Artur Neto anda surfando livre nas ondas da Copa. Tem participado de solenidades onde nem sempre é o anfitrião, mas o homenageado. No sábado à noite recebeu uma placa por serviços prestados à Comunidade Portuguesa, especialmente enquanto atuou como diplomata na Embaixada do Brasil em Lisboa. Recebeu a placa das mãos do Ministro de Assuntos Parlamentares de Portugal, Luiz Marques Guedes.
RISCO DILMA
O PT adiantou o lançamento da candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff, que deveria ocorrer somente no fim do mês, para evitar mais descontentamento com os baixos índices de popularidade do seu governo.
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A rebeldia nas hostes do principal aliado, o PMDB e a saída do PTB da base aliada motivaram os petistas e aliados a apressarem o lançamento da candidatura. Até então, mesmo dentro do PT havia quem duvidasse que Dilma manteria sua candidatura e que Lula poderia surgir como a “surpresa” de última hora.
ROMPIMENTO
O anúncio da saída do PTB do governo e a adesão à candidatura do senador Aécio Neves (PSDB) foi feita pelo presidente do partido, Benito Gama, em Salvador na tarde de sábado, instantes após o início da convenção que homologou a candidatura da presidente Dilma Rousseff. A posição do PTB será confirmada durante a convenção nacional do PTB marcada para o dia 27 deste mês.
RICOS X POBRES
Mostrando sua língua sempre afiada, o ex-presidente Lula definiu o seu discurso na campanha da companheira Dilma. O preconceito do rico contra o pobre. Lula, que já foi retirante nordestino e operário pobre antes de enriquecer na política, rebusca as origens para contra atacar os adversários. E escolheu como alvo os tucanos, para quem perdeu duas vezes e ganhou três, e agora quer ampliar o placar.
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Mas não se esqueceu de mostrar a Dilma o seu lugar: “A gente vai provar que é possível uma presidente e um ex-presidente terminarem o mandato sem que haja atrito entre os dois, numa demonstração que é possível criador e criatura viverem juntos em harmonia”.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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