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Eduardo ouviu os conselhos de um marqueteiro, amigo seu e de meio mundo, de que a internet e nada é a mesma coisa. Mau conselho.
OTIMISMO PERIGOSO
O ex-governador Eduardo Braga está tão certo de que ganhará as eleições para o Senado - ele estima que obterá mais de 1 milhão de votos - que seu objetivo agora é eleger a deputada Vanessa Greazziotin, que disputa a segunda vaga(?) com o senador Arthur Neto. O grande risco é Braga acabar sobrando. No final há a grande possibilidade de o eleitor - que vota duas vezes - acabar mandando para o Senado Arthur, que se reelegeria, e Vanessa. É uma possibilidade. Que existe.
AS CHANCES
Candidato à reeleição, o deputado Luiz Castro (PPS) não consegue esconder o quanto está pagando pela opção de ter colocado o mandato a serviço da oposição, que em alguns momentos chegou a formar um bloco de cinco parlamentares. Hoje, está praticamente sozinho, na condição de “independente”. “O mais complicado é a fatal de dinheiro para a campanha. Dependo da solidariedade de quem valoriza um trabalho coerente”, postou ontem, no twitter. O PPS está coligado com o PV e o PSDB para a eleição deste ano, até emplacou um candidato ao governo, o vereador Hissa Abrahão, mas com chance zero.
OPOSIÇÃO DIZIMADA
A verdade é o diminuto grupo de deputados que, de forma diferente tinha discurso de oposição, começou a se diluir depois que Angelus Figueira (PV) renunciou para assumir a Prefeitura de Manacapuru (em 21 de abril deste ano) e foi “dizimada” diante dos novos arranjos para a eleição 2010. O PHS, do deputado Liberman Moreno, era oposição até a renúncia do governador Eduardo Braga (PMDB). Com a posse de Omar Aziz (PMN), candidato à reeleição, o PHS ajudou a engordar ainda mais o bloco governista. Assim como Bosco Saraiva (PRTB). Arthur Bisneto (PSDB), que formava o quinteto oposicionista, tem amizade pessoal e antiga com Omar Aziz. Castro ficou sozinho.
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Outro solitário na Assembleia Legislativa, mas por motivo diferente, é Sabá Reis:é o único deputado do PR, mesmo partido do senador Alfredo Nascimento, candidato ao governo, portanto adversário de Omar Aziz. Fechando a conta: um “massacre” pró-governo, se for levado em conta que a Casa tem apenas 24 parlamentares.
ALFREDO NÃO VÊ NADA NO INTERIOR
Alfredo Nascimento, que já teve Omar Aziz como seu vice em seus dois mandatos como prefeito de Manaus, agora disputa com ele a cadeira de governador. Omar era vice-governador até 31 de março deste ano, mas não para de ser fustigado por Alfredo Nascimento, da coligação “O Amazonas melhor” . Pelo que escreveu ontem no twitter, Alfredo só tem visto coisa ruim nos municípios do interior. “Durante visita aos municípios na calha do Juruá, observamos que os moradores dessa região não têm expectativa de nada”, afirmou.
OS BURACOS
Alfredo não citou nomes ao criticar o governo pela situação de dois municípios. “Infraestrutura é praticamente inexistente. Em Carauari, por exemplo, as ruas estão tomadas de buracos”. E o que verificou em Eirunepé, a terra do atual prefeito Amazonino Mendes (PTB), o seu criador político (e nesta eleição apoiando Omar)? “Por conta do isolamento, o preço da gasolina em alguns municípios, como Eirunepé, chega a R$ 3,54 (o litro)”.
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Então fica assim: enquanto Alfredo aponta falhas do governo estadual, governistas apontam o dedo para portos que desabaram depois da inauguração, obras do governo federal, do período em que ele, Alfredo, era ministro dos Transportes. Claro que recebem como resposta que o governo estadual era o responsável pela construção dos portos, por conta de convênios com o governo federal. Ninguém é perfeito.
VAI APRONTAR
O marqueteiro Egberto Batista, figura sempre presente nas eleições do Amazonas, continua na boca do povo. Todo serelepe, ganhou até entrevista de página inteira de jornal, onde jurou que nunca fez assessoria para seu amigo e atual prefeito Amazonino Mendes (PTB). Jura que não está trabalhando para ninguém nesta eleição, mas segundo um político muito bem entrosado nesse meio há muitos carnavais, Egberto “estava no projeto de Amazonino”. O projeto do prefeito era ser candidato ao governo, mas ele acabou “enquadrado”. Ou seja, foi “convencido” a ficar quieto e agora vai, junto com o deputado Sinésio Campos (PT), organizar o tal comitê suprapartidário para a campanha presidencial de Dilma Roussef (PT). “Em tese, ele (Egberto) perdeu o papel dele. Mas alguma ele vai aprontar”, diz o experiente político ouvido pelo Blog do Holanda .
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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