WALLACE REVELOU GRAMPO
no dia 18 de fevereiro de 2009, o então deputado estadual Wallace Souza foi à tribuna e surpreendeu ao revelar que estava sendo investigado pela Secretaria de Segurança Pública e que seus telefones ( e de seu filho Rafael Souza, assim como dos seguranças) estavam grampeados havia quatro meses. O grampo teria começado, segundo o ex-parlamentar, de forma ilegal, isto é, sem o consentimento da justiça . Afirmou que se tratava de perseguição política.
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Num longo discurso, em que recebeu vários apartes de solidariedade, afirmou que, se não contasse com os seguranças que sempre o acompanhavam, "todos pagos por mim", talvez a sua família já estivesse chorando a sua morte. Como em outras ocasiões, ele fez duras críticas à Polícia, que não estaria usando o serviço de inteligência pa ra descobrir os crimes cometidos em Manaus. Ao contrário, “qualquer crime mais grave” era atribuído a mimbou ao meu filho, Rafael".
"FOI O ZÉ ROBERTO"
Naquele fevereiro, o assassinato do suposto traficante de drogas Bebeto, da Praça 14, e do seu filho, Bebetinho, ocupava as manchetes dos jornais e Rafael Souza era citado como envolvido no caso. Wallace declarou que “todo mundo sabia”quem era o assassino de Bebeto. "Eu falo todo mundo por força de expressão, mas a cidade inteira comenta. Quem matou o Bebeto foi o Zé Roberto, ou ninguém sabe disso? O maior traficante de drogas deste Estado. Será que só eu sei e a Polícia não sabe?", questionou, sem meias palavras. Wallace chegou a prometer que diria aos colegas deputados, em reunião secreta, quem eram “os autores da perseguição política” para destruí-lo, mas, pelo que se sabe, não o fez. O secretário de Segurança da Época, Sá Cavalcante, concedeu entrevistas garantindo que Wallace não estava sendo investigado.
PERSEGUIÇÃO POLÍTICA ?
Durante todo o processo em que formalmente foi acusado de chefiar uma organização criminosa, junto com o filho Rafael,Wallace prometeu que provaria sua inocência. Também chegou a insinuar que a “perseguição política” começara, por coincidência, quando ele conseguiu aprovar uma CPI para investigar denúncias contra o então prefeito de Coari, Adail Pinheiro, acusado de pedofilia e perseguição a adversários, dentre outros delitos, inclusive constatados pela Polícia Federal.
SÓ O LIBERMAN
O deputado Liberman Moreno (PHS) mostrou-se solidário com Wallace Souza nesse período em que o ex-colega passou internado em hospitais. Foi o único a visitá-lo. Quando, num certo dia, fez um discurso pedindo solidariedade dos deputado não teve respostas. Os deputados estão no recesso de julho, aproveitando para fazer campanha, inclusive no interior. Pode ser um bom pretexto para nenhum deles, com exceção do Liberman, aparecer no velório ou no enterro.
SEM EQUILÍBRIO
Os atuais senadores pelo Amazonas não têm o necessário equilíbrio para representar o estado. Pelo menos é o que dá entender a declaração do ex-governador Eduardo Braga, candidato a um assento naquela casa legislativa. Braga disse que “a gente precisa de pessoas de equilíbrio naquela Casa para ajudar o Estado". Adivinhem quem seria o equilibrado para "ajeitar"a bancada do Amazonas a partir de 2011 ?
PLACAS E CARTAZES
Os vereadores estão preocupados com a comunicação legal a ser feita por meio de placas e cartazes. Na sessão de ontem pelo menos três projetos foram transformados em leis que preveem o uso de cartazes e placas para dar publicidade a exigências legais, como direitos do idoso, obrigatoriedade de fazer testes em postos de combustíveis e sobre a hospedagem em hotéis, pousadas e congêneres, de crianças e adolescentes. São leis que dificilmente vão pegar, até pela completa ausência de fiscalização quanto a seu cumprimento.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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