O fato de a Dielbold iniciar a produção de tablets na Zona Franca de Manaus (ZFM) no próximo ano serviu para o senador Eduardo Braga (PMDB) fazer declarações para mostrar "como estava certo" nesse caso. Ele aproveitou a notícia para reiterar o que já dissera antes: que a ZFM não perdeu nada porque nunca teve fábrica desse equipamento. “O Amazonas tornou-se competitivo graças ao nosso esforço e está aí o resultado.”
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Até parece. O que Braga esqueceu por conveniência, foi as vantagens comparativas da ZFM, que deixaram, neste caso, de existir. O investimento da Dielbold em sua fábrica de Manaus é 0,0000001% do que vem sendo aplicado por outras empresas em plantas semelhantes para produzir o equipamento nos estados do Sudeste.
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Quer dizer, perdemos sim. A Dielboldo é um agrado para acalmar a ira dos amazonenses que entendem do assunto. E o senador sabe disso.
Silêncio de cemitério
Enquanto o ainda ministro Carlos Lupi (Trabalho) anda mais do que enrolado e dando sinais de graves problemas de memória, a principal estrela do PDT do Amazonas, o prefeito Amazonino Mendes, não diz um “ai” a favor do homem que avalizou seu ingresso no partido.
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Foi com o presidente de honra do PDT (Lupi se afastou em meio a polêmica criada depois de assumir o Ministério) que Amazonino fez todas as tratativas para a sua filiação, porque precisava de um partido pra chamar de seu.
Mentiras lupianas
Para o diplomata e ex-senador tucano Arthur Neto, a presidente Dilma só busca enganar a sociedade no caso dos corruptos herdados da administração Lula. Diz o tucano que “Demitir o faltoso e deixá-lo escolher o substituto-protetor é tão grave quanto fingir que o senhor Carlos Lupi não mentiu para a sociedade, para a imprensa, para a própria presidente da República.”
Boteco do Vital
O secretário de Segurança Pública Paulo Roberto Vital acredita que toda violência que impera em Manaus nasce nos bares da cidade, daí ele quer fazer que nem os petistas fizeram em Rio Branco/AC: fechar os bares à meia-noite em vez de colocar a polícia na rua, como está fazendo. Ou então, vai fechar os botecos para guardar os policiais em casa.
Vale alimentação
A diretora–presidente do Fundo Único de Previdência do Município de Manaus (Manausprev), Danielle Vasconcelos Correia Lima Leite, contratou a Ticket Serviços para fornecer 4.909 cartões magnéticos pelo prazo de 15 dias, os quais vão ser usados para aquisição de alimentos. Cada cartão vai ter custo de R$ 95. O total da bondade é de R$ 466,35 mil.
Brita de Figueiredo
O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) autorizou a empresa Amazônia Mucajaí Mineração a fazer britagem de pedras em Presidente Figueiredo. A empresa pode usar área de 9,75 hectares para este fim pelo período de um ano.
Salvo pelo gongo
O deputado Wilson Lisboa (PCdoB) escapou por um triz de ficar inelegível na próxima eleição, quando ele pretende disputar a prefeitura de Fonte Boa (a 676 km de Manaus), município que já governou em três mandatos. Foi exatamente porque teve prestações de contas reprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) no tempo de prefeito, que ele foi pego pela Lei da Ficha Limpa. Com isso, entrou na lista dos chamados fichas-sujas e, eleito deputado em 2010, só conseguiu assumir o mandato quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a nova Lei valeria somente para a próxima eleição. Ou seja, 2012.
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Lisboa continuou como ficha-suja e o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) acaba de negar o pedido para retirar seu nome dessa condição. Mas eis que, em janeiro de 2012, oito anos terão passado, estará cumprido o tempo de condenação de Lisboa e ele pode ser candidato a prefeito.
PC do B
Garantida a candidatura de Wilson Lisboa à prefeito de Fonte Boa e caso seja eleito, o PCdoB não desaparecerá da Assembleia Legislativa. No seu lugar, assume o camarada suplente José Lobo, para os dois últimos anos de mandato.
Cuba renovada
Por falar em PCdoB, a senadora Vanessa Grazziotin passou três dias em Cuba e segundo informou por meio de sua assessoria, ela viu “um país renovado”. “As mudanças implantadas pelo governo, permitindo a implantação de negócios privados, vão fazer com que Cuba seja outra nação”, declarou Vanessa, para quem é importante o Brasil aprofundar as relações com a ilha. Isso porque “não se trata de um país qualquer”, mas de “uma pequena ilha que procurar traçar sua história livre de qualquer interferência”.
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Vanessa, é claro, preferiu nem citar o morto-vivo Fidel Castro e muito menos o sistema de ditadura que sufoca qualquer tentativa de liberdade.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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