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DESENTERRANDO ESQUELETOS

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Por Coluna do Holanda
25/12/2012 04h00 — em Coluna do Holanda

A se confirmar a indicação de  Hamilton Casara para a Secretaria do Meio Ambiente, o prefeito eleito, Artur Neto,  poderá ter que explicar por que foi buscar para o cargo um ex-deputado por Rondônia, condenado pela Justiça Federal por improbidade administrativa. Casara, que passou pelo Ibama em 2001, acabou metendo os pés pelas mãos quando se tornou deputado federal em 2002. No ano seguinte ele contratou uma doméstica para o seu gabinete sem que ela tivesse conhecimento disso.

 A "assessora"nunca trabalhou. Uma das razões é que não sabia que havia sido contratada pelo deputado. Pior, Casara é acusado de   embolsar todos os salários dela, segundo apurou o Ministério Público Federal. 
 
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Em 2009, Casara teve os direitos politicos suspensos por seis  anos, ficou proibido de  fazer contratação com o poder público ou receber benefícios e incentivos públicos por cinco anos.
 
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A coluna não conseguiu apurar se Casara reverteu ou não a  sentença. Senão, estaria, em tese, proibido de ser nomeado para o serviço público, uma vez que   a proibição de contratar ou receber beneficios públicos só expiraria em 2014.
 
... TENTATIVA DE SUBORNO
 
Na ação de improbidade administrativa movida contra o ex-presidente do Ibama e ex-deputado por Rondônia, que Artur Neto agora que resgatar, tornando-o secretário do Meio Ambiente da Prefeitura de Manaus, o Ministério Público Federal diz que quando a doméstica  descobriu que seu nome estava sendo usado indevidamente, foi “exonerada de seu cargo,  depois de sofrer tentativa de suborno e ameaça".
 
A SENTENÇA FOI CLARA...
 
A sentença foi clara. O juiz afirmou  que “a participação de Hamilton Casara foi essencial à prática dos atos ímprobos porque  responsável pela contratação” da empregada doméstica como secretária parlamentar em seu gabinete de deputado na Câmara Federal.
 
MAIS DE CASARA
 
Em 2011, auditores do PSDB identificaram um suposto rombo de R$ 91 mil no PSDB de Rondônia. Mais uma vez Casara aparece como alvo de investigações. O PSDB interveio e Casara perdeu o cargo de dirigente do partido no estado.   
 
ARTUR NUM BECO SEM SAÍDA
 
O prefeito eleito, Artur Neto, tem encontrado dificulades para "fechar" o seu secretariado. Falta capital humano  com experiência em administração pública, o que explica as razões pelas quais o tucano resolveu desenterrar ossos da sua primeira administração.  Contribui para essa dificuldade a insegurança do prefeito eleito, que, segundo ele próprio admite, não quer nomear ninguém que não possa demitir. 
 
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Só o fato de Artur imaginar que um secretário possa eventualmente não corresponder, já coloca a corda na cabeça dos indicados e gera insegurança.  
 
Transição na ALE-AM começa dia 14
 
O presidente eleito da Assembleia Legislativa do Amazonas, deputado Josué Neto (PSD), afirmou ontem ao programa Notícia da Rádio A Crítica que vai iniciar no dia 14 de janeiro o processo de transição no Poder Legislativo. Neto disse que até lá o atual presidente Ricardo Nicolau irá enxugar a administração e deixar a Casa pronta para que ele inicie sua gestão.
 
Servidores ficam
 
Sobre sua equipe de trabalho, Josué disse que irá permanecer com o atual diretor geral Vander Mota e também com o Procurador Geral da ALE-AM Vander Góes que, segundo Josué, estão desempenhando um trabalho que precisa de continuidade.
 
A derrota de Nicolau
 
Neto afirmou que sua vitória ocorreu porque estava predestinada independentemente de Nicolau ter cometido erros ou não.
 
JuDallas e Adjudas
 
O deputado afirmou ainda que a decisão de recuar da apresentação da PEC para a reeleição se deu depois que os deputados Wanderley Dallas (PMDB) e Adjuto Afonso recuaram e retiraram suas assinaturas da proposta. Na entrevista, Neto chegou a se referir aos dois parlamentares como Judallas e Adjudas. A citação ocorreu em tom de descontração.
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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