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Aliás, Henrique está mais preocupado com quem vai manter o seu programa na televisão. Nos bastidores do PR é conhecido como "sua majestade". O apelido vem da forma como olha para as câmeras antes do seu programa entrar no ar e a mania de perguntar:"Tem alguém mais bonito do que eu? ". A câmera não e mágica como o espelho da história da Branca de Neve. Mas há sempre sete anões seguindo o deputado.
“Conotação elegante”
Incomodado com os substantivos usados para qualificar os trabalhadores da coleta de lixo da prefeitura de Manaus, o vereador Massami Miki está propondo que esses profissionais passem a ser conhecidos como “agentes ambientais urbanos.” Bom para os garis, pior para os jornalistas, já pensou uma manchete com esse nome? Vai faltar até o verbo.
Maldade do Quincas
Ao lembrar, ontem, as promessas de campanha do atual prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, o vereador Joaquim Lucena (PSB) trouxe, do fundo do baú, a de “refrigerar todas as feiras de Manaus”. Quanto à privatização dos bens públicos, Lucena é radical: “Amazonino está para privatizar a prefeitura, aliás já privatizou... A prefeitura é dos amigos dele.
Retomada de território
A mensagem nº 018/2011, subscrita pelo prefeito Amazonino Mendes e que capeia o projeto de lei nº 121/2011 a propor a concessão de bens imóveis do patrimônio municipal a particulares trata a Operação Manaus como a ‘retomada de espaços públicos’ hoje ocupados por ambulantes. Só não dá para entender como pode ser uma ‘retomada’ se o prefeito desapropriou boa parte do centro histórico justamente para entregar e ‘dar dignidade’ aos camelôs que ocupam ruas, praças e calçadas por toda a cidade.
Crítica ao projeto
Enquanto Amazonino Mendes põe a culpa da bagunça que reina no Centro desde os tempos em que Artur Neto deixou de ser prefeito, lá por meados dos anos 1990, no fato de a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) ter embargado as obras que seriam realizadas no Roadway, o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/AM), Juliano Valente, aponta uma causa mais prosaica: a falta de comunicação entre os órgãos municipais e as outras esferas do governo.
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Juliano Valente aproveita para dar uma alfinetada no prefeito ao dizer que: “Os serviços que passaram do poder público à iniciativa privada com pressa não tiveram bons resultados, por exemplo, a Cosama, que hoje é Águas do Amazonas.”
Sem custo
A vingar a história de passar para iniciativa privada mercados e feiras de Manaus é de se perguntar como o município e a sociedade se beneficiam, por exemplo, no caso do Mercado Municipal Adolpho Lisboa. Em reforma desde 29/12/2006, ano de seu centenário, as obras que inicialmente custariam R$ 5,26 milhões já ascenderam aos R$ 11 milhões em recursos das três esferas do governo. E aí, repassa sem custo, sem contrapartida do possível concessionário? Deve ser sem custo para quem receber e explorar o local.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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