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CRM obrigado a reconhecer erro médico

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Por Holanda
13/01/2012 11h54 — em Coluna do Holanda

O Conselho Regional de Medicina tem uma tradição corporativista. Não era esperado mais do que uma suspensão para os médicos acusados de terem negligenciado no atendimento da advogada Ayla Botelho Almeida, que veio a falecer em setembro de 2006 no pronto Socorro Unimed, apos receber medicação inapropriada. Mas  a decisão revela um avanço: O conselho reconheceu que os médicos erraram. 

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Se a penalidade não é excessiva - como queria a familia da vítima  - ao menos foi didática, não porque o CRM viu no procedimento adotado pelos profissionais falhas indesculpáveis e sim porque a sociedade pressionou.

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A condenação dos médicos pelo juizo de primeiro grau, que considerou que eles cometeram crime de homicidio culposo, impediu que o Conselho fizesse o que afinal é o seu papel: proteger  seus associados.

Iguais

Médico  tem a mania de falar mal de médico, mas sabe  esconder seus erros como nenhum outro profissional. Apenas os advogados, com a OAB cheia de vícios e omissões, conseguem nivelar em corporativismo que, dos dois lados,  tem preservado maus profissionais de penalidades mais severas.
 
Reformas de quase R$ 2 milhões

O poderoso subsecretário municipal de Serviços Básicos, Sérvio Túlio Xerez de Mattos, faz jus ao nome e já está servindo a algumas empreiteiras um prato mais do que apetecível. A praça Ir. Helena vai ser reformada pela Teplan por R$ 574,6 mil; o campo de futebol do Novo Aleixo também será reformado por R$ 317,36 mil; a reforma do complexo esportivo de Novo Israel sairá por R$  679,43 mil, e a reforma da casa do cidadão, no Braga Mendes, vai custar ‘só’ R$ 223,20 mil. Essas ‘reformas’ totalizam R$ 1,794 milhão. Não era melhor construir tudo de novo?

Perdeu, mas levou

Coisa difícil de se entender é como funciona o setor público. Trocando em miúdos: a Oana e outras agências de publicidade não conseguiram vencer o último certame licitatório para prestar serviços em suas especialidades à administração municipal. Porém,  a prefeitura de Manaus está renovando, por 60 dias, o contrato que já mantinha com a empresa. Em outras palavras, levou sem ganhar.

Deu certo não

O deputado Cabo Maciel estava empolgado e achando que ia conseguir descolar um aumento para os PMs com alguma lábia e a boa vontade do governo estadual. Parece que errou as contas: avisou aos seus pares que não houve consenso quanto à proposta apresentada. Era só R$ 166 milhões a mais nas depesas do Estado, parcelados em suaves 48 prestações mensais. Os secretários, diz Maciel, ficaram de fazer umas contas... Sai não.
 

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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