A Câmara Municipal de Manaus tem vereadores picaretas, que se valem da função para vender facilidades? A pergunta, que vem sendo feita há uma semana, ficou sem resposta porque o autor da "insinuação" é um advogado que se recusa a revelar quais parlamentares estariam envolvidos em esquema de corrupção, apontado por ele em artigo no qual cita como fonte um amigo comerciante. E a Câmara age timidamente para esclarecer o fato. O presidente Bosco Saraiva pediu que a Policia apurasse o caso, quando o caminho mais correto seria entrar com uma interpelação judicial contra o advogado, exigindo que ele apresente tanto as provas da corrupção praticada pelos supostos vereadores, como os nomes dos quatro envolvidos num eSquema de venda de facilidades para aprovação de emenda ao Plano Diretor da Cidade de Manaus.
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Felix Valois não é obrigado a citar os nomes e dar por encerrada esta questão, mesmo que interpelado judicialmente, mas a medida abriria caminho para uma ação judicial por calúnia e difamação.
41 VEREADORES SOB SUSPEITA
Enquanto esse fato não for esclarecido totalmente, todos os 41 vereadoes permanecerão como suspeitos. Cabe à Câmara agir de forma firme. Ou esclarece esse episódio agora ou essa conta será cobrada (pela população) de cada vereador com assento na Câmara Municipal de Manaus.
ALFREDO PODE COMPOR COM AMAZONINO
O senador Alfredo Nascimento é o mais interessado na reinserção do ex-prefeito Amazonino Mendes na política em 2014. Ainda tendo como primeira opção a sua própria reeleição ao Senado, Alfredo sabe que Amazonino seria uma “ajuda” de peso caso topasse uma aliança para entrar de suplente na chapa. Alfredo contabiliza os três mandatos de governador e os dois de prefeito de Manaus e a liderança que Amazonino ainda desfruta na capital e principalmente no interior do Estado.
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E qual a vantagem para o Negão? A promessa da presidente Dilma de devolver, no segundo mandato, o Ministério dos Transportes para Alfredo. Com isso, Amazonino ganharia a cadeira no Senado. Só falta acertar com os eleitores para que Alfredo e Dilma se reelejam.
FIM DE ANO CHEIO DE FERIADOS
Nada melhor que um fim de ano cheio de feriados. Principalmente para os deputados estaduais, que já “trabalham” arduamente para a própria reeleição. O feriado da Consciência Negra, na quarta-feira, já foi “incorporado” ao próximo final de semana com a decisão dos deputados de antecipar para hoje a sessão plenária de quinta-feira. Ou seja, vão trabalhar no plenário apenas na segunda e terça-feira e dedicar cinco preciosos dias da semana às bases eleitorais.
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Dinheiro pra isso não é preocupação, a Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) garante as despesas. No mês de julho, com 21 dias de recesso, os deputados gastaram quase meio milhão (R$ 493 mil) do Cotão, sendo R$ 243 mil só com transporte.
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Os R$ 25,6 mil de verba da Ceap destinada mensalmente a cada deputado abrange 12 categorias de despesas. Nas viagens ao interior paga-se além do fretamento de aeronaves, combustíveis e lubrificantes para as viagens fluviais e hospedagem.
A PROVAÇÃO DO PT
O PT e suas principais estrelas passam por uma dura provação. Quando Lula instalou a “era petista”, em 1 de janeiro de 2003, Lula encontrou as finanças do país nos trilhos e o mundo globalizado em expansão econômica. Neófito em administração pública, Lula deixou o comando nas mãos de sua tropa de choque, que começou a aparelhar o Estado para ser o cabide de emprego para os companheiros e aliados. Juntou-se ao que há de mais nocivo na política do país, a turma do PMDB liderada por José Sarney e Renan Calheiros, Fernando Collor e Paulo Salim Maluf.
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O resultado não poderia ser outro: desmandos, corrupção e agora os ex-salvadores da pátria recolhidos à cadeia. O governo em crise e Dilma cada vez mais preocupada com a própria reeleição.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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