NEM ARTHUR ESCAPA
Os empresários do Polo Industrial de Manaus estão eufóricos e dispostos a abrir os cofres para os políticos. Não por acaso, o Projeto de Emenda Constitucional que prorroga o prazo de vigência da Zona Franca de Manaus estará sendo votado hoje pelo Senado. Há um esforço concentrado da bancada do Amazonas. Depois, virão as compensações em forma de generosas contribuições de campanha. E ai, nem Arthur Neto, o ético, escapa...
AS DUAS FERAS
Por falar em doações... não é um desperdício gastar R$ 10 milhões com Marilene Corrêa e Jefferson praia? Pois é quanto a coligação do candidato Alfredo Nascimento diz que vai gastar com as duas "feras". Feras mesmo, no bom sentido, é claro...
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Não é ironia, mas a coligação onde os dois candidatos cerram fileiras se chama " Amazonas melhor para todos ". Para todos mesmo ?
ÚLTIMO MINUTO
Servidores do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE/AM) vão faturar umas horas extras neste mês por conta do velho hábito de o brasileiro deixar para fazer tudo na última hora. Pelas reclamações dos políticos que somente ontem à noite foram entregar os documentos necessários para fazer o registro da candidatura, o congestionamento para conseguir entregar os papéis estava maior do que no trânsito de Manaus em sua época mais infernal. Mais interessante é que as exigências do TRE foram publicadas com bastante antecedência, mesmo assim, tudo ficou para o último minuto ou talvez já na prorrogação.
PLANOS DE GOVERNO
A entrega dos documentos ao TRE só nas últimas horas do prazo é tão sintomática quanto a falta de consolidação de um plano de governo. As duas maiores coligações, comandadas por Omar Aziz (PMN) e Alfredo Nascimento (PR), só começaram a trabalhar nos respectivos planos na segunda quinzena de junho. O resultado do trabalho ainda está por vir a público, mas como a campanha está por começar, vai ver que daqui para o dia 3 de outubro emerge algo parecido com um plano de governo devidamente consolidado e que contemple alguns anseios da população.
PAVULAGEM DO DEPUTADO
O ex-deputado Marco Antônio Chico Preto estava, na manhã de ontem, fazendo a maior pavulagem no Twitter com a postagem da reprodução das certidões que atestavam que sua ficha é limpa nas instâncias judiciais. Boa pedida, mas a pavulagem foi tão grande que ele parece ter esquecido de enviá-las ao TRE: só depois das 21h foi que Chico Preto conseguiu se safar da burocracia eleitoral agravada pelo congestionamento de última hora dos candidatos para entregar os pedidos de registro de candidatura.
O RICO E O POBRE
Candidata à Presidência, a senadora Marina Silva (PV-AC), em terceiro lugar nas pesquisas, é a mais pobre em relação aos dois mais fortes concorrentes, José Serra/PSDB e Dilma Roussef (PT), ambos donos de fortuna de mais de R$ 1 milhão. E quase uma mendiga se comparado o seu patrimônio com o do vice, Guilherme Leal, sócio da Natura. Patrimônio do vice de Marina, declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE): R$ 1,197 bilhão. Pelo pouco que tem, Marina talvez passe longe das lojas que vendem produtos da Natura, famosos mas de preço salgado para quem tem pouco dinheiro.
E O PATRIMÔNIO DELES ?
Conferir o patrimônio dos candidatos é sempre uma diversão. Veja-se o caso de José Maria Eymael (PSDC), o mais rico dos seis presidenciáveis, com patrimônio declarado de R$3,1 bilhões. Outro milionário é o candidato do PSOL, Plínio Arruda Sampaio, cuja fortuna declarada é de R$ 2,1 milhões, enquanto José Serra registrou R$ 1,4 milhão e Dilma, RS 1,07 milhão. Já o lanterninha é o presidenciável José Maria de Almeida (PSTU), que declarou ter apenas R$ 16 mil. José Maria e Plínio Arruda, os bilionários, têm chance zero de ganhar a eleição. No caso deles, talvez o mais importante seja mesmo apenas competir.
A FRASE DE NAVARRO
“Meu vice é um trabalhador desempregado”. Luiz Navarro (PCB), candidato ao governo do Amazonas, referindo-se ao seu vice, Marco Antonio Martins.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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