O senador Eduardo Braga (MDB) e o ex-governador Amazonino Mendes ( Cidadania), navegam em barcos que podem se cruzar até 5 de agosto, data final das convenções partidárias. A concentração de partidos e de políticos influentes em torno do governador Wilson Lima lhes dá poucas opções de entrar isoladamente na disputa com chances de dobrar a máquina estadual e vencer as eleições. Tanto Braga quanto Amazonino já estiveram do outro lado e sabem o fascínio que o poder exerce sobre políticos, partidos e o eleitorado. Sabem, também, como a oposição pode ser esmagada, isolada e vencida de forma antecipada. Já fizeram isso no passado…
A união dos dois caciques é uma saída, mas alguém vai ter que ceder. Braga pode indicar o vice de Amazonino e se cacifar para 2024 como candidato à reeleição como senador e criar o ambiente politico que tentou construir nos últimos dois anos para voltar ao governo em 2026.
Amazonino sabe que as limitações da idade não lhe permitem esperar 2026. A sua nova chance é agora. Portanto, a questão é saber se Braga cederia e em quais condições.
Já o governador Wilson Lima vive um momento de endeusamento. Cresce nas pesquisas, tem a adesão de partidos e os políticos beijam sua mão. Faz politica pública que agrada parte do eleitorado e reduz a rejeição ao seu nome. Mas tem problemas a resolver.
O nome do vice está à espera do prefeito David Almeida, que por enquanto não definiu apoio a nenhum pré-candidato. Se decidir apoiar Wilson Lima, o nome do ex- chefe da Casa Civil, Tadeu de Souza, aparece como o mais provável. Entretanto, é bom não esquecer que o prefeito tem conversado com o senador Eduardo Braga…
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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