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Isaac Tayh encarnou o candidato perseguido. Foi afastado da liderança do prefeito, segundo consta, pro telefone e chorou durante discurso na Câmara, quando se disse perseguido. "Cheguei a mandar a minha família para fora do estado O parlamentar não disse se sofreu algum tipo de ameaça, mas revelou que recebeu muitos telefonemas de gente poderosa
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A derrota de Homero é uma derrota de Amazonino. Se não desestabiliza o prefeito, ainda em estado de choque pelas vaias recebidas há 15 dias no bairro Santa Etelvina, deixa o poder municipal literalmente envolvido numa guerra. Amazonino terá que dividir o governo pelos próximos dois anos com um desafeto. O presidente da Câmara passa a ser vice-prefeito de direito, com a renúncia de Carlos Souza, em primeiro de janeiro para assumir a vaga de deputado federal.
SUCESSÃO MUNICIPAL
Outro dado relevante dessa disputa, é o fato de o presidente da Câmara passar a ser peça fundamental para a escolha do sucessor de Amazonino, na eventualidade de o prefeito renunciar antes do julgamento do processo no qual está em jogo o seu registro de candidato e a sua inelegibilidade. Neste caso, a vacância do cargo será preenchida de forma indireta. Isto é, caberá à Câmara votar o nome do novo mandatário.
OMAR NÃO ENTRA NO JOGO
O governador Omar Aziz evitou entrar na briga pela disputa da presidência da Câmara Municipal de Manaus. Foi procurado pelos dois candidatos - Homero de Miranda Leão e Isaac Taya - mas disse que essa questão envolve um poder soberano e que não caberia a ele, enquanto governador, interferir no processo.
BRAGA E O PODER
O senador Eduardo Braga nã0 teve o mesmo desprendimento de Omar. Entrou de cabeça na briga pela presidência da Câmara de Vereadores. Poder para ele é uma questão de status, não de instituições fortes e independentes. E vale qualquer preço.
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Enquanto o comportamento do governador revela respeito pela democracia e pela autonomia dos poderes constituídos, o de Braga assinala uma ambição sem limites.
O NOME DE CHIXARO
A citação do nome do advogado Lino Chixaro por dois executivos da construtora Marquise, em conversas telefônicas gravadas pela Polícia Federal durante a operação Podium, quando falam do suposto pagamento de honorários - que a revista Veja entendeu como propina, passou desapercebida . O trecho da conversa na qual aparecem, alem do nome de Lino o do secretário Raul Zaidan, está em documento publicado abaixo pelo Blog do Holanda.
O AFASTAMENTO DO JUIZ
Parentes de réus em processo tramitando no 2º Tribunal do Júri vão solicitar da Corregedoria do Tribunal de Justiça do Amazonas o afastamento do juiz Hugo Levy. Embora aposentado pelo CNJ, por conduta incompatível com os deveres da magistratura, Hugo continua à frente da Tribunal do Júri porque o Conselho Nacional de Justiça não publicou ato no Diário da Justiça, nem fez o comunicado ao tribunal do Amazonas . Mas seu afastamento preventivo é necessário. Se o CNJ diz que o magistrado não honrou o cargo de juiz e atuou no limite de algumas impropriedades, sua atuação, que já era temerosa, passa a ser de alto risco e a comprometer seriamente a própria credibilidade da justiça . Com a palavra a corregedoria do tribunal.
NA TRAVE
O sufoco que os usuários de transporte aéreo passam todos os anos neste período parece não incomodar nenhuma autoridade, principalmente a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac). Ontem, no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, a GOL não se dava nem informações sobre seus voos, fora de horário. Quase meia-noite, pelo menos cinco voos da TAM tinham sido cancelados. Será que os passageiros vão ter que incomodar o papa? Como se vê, as companhias aéreas andam a bater na trave.
VANESSA NA CONFUSÃO
A senadora eleita Vanessa Grazziotin (PCdoB), que esperava pela família desde às 7h da manhã, no final da tarde procurou a TAM no Eduardo Gomes. Os demais passageiros, acreditando que a senadora estivesse recebendo tratamento privilegiado, armaram o maior barraco, até a que Polícia Federal intercedeu e acalmou os ânimos.
ADORO MANAUS
O deputado Josué Neto (PMN) adora Manaus. Pelo menos é o que ele afirma. Ontem, por exemplo, ele estava contentíssimo com a cidade e deixou escapar essa pérola: “Hoje fiquei mais apaixonado pela cidade que nasci, que clima agradável!” Se para gostar da terra natal o clima tem que mudar, é o mesmo que pedir para a mulher amada sorrir de outra forma.
SEM LICITAÇÃO
A implantação do novo sistema de nota fiscal eletrônica da Prefeitura Municipal de Manaus já tem um bom começo. O município declarou que, no caso, é inexigível o procedimento licitatório. Desta forma, o sistema que vai fiscalizar o contribuinte será implantado no contrapé. Quem gostou foi a Empresa de Tecnologia da Informação do Município de São Paulo (Prodam-SP) que vai levar módicos R$ 1,092 milhão no negócio, quando a Prodam-Amazonas sabe e pode fazer melhor e mais barato.
CASO DE FILANTROPIA
Durante a entrega de 4,5 toneladas de alimentos, ontem, na Assembleia Legislativa do Estado, o presidente Belarmino Lins disse que a doação dos alimentos representava o empenho de deputados, diretores e funcionários que participaram da campanha natalina. “Estamos dando uma contribuição para entidades filantrópicas que precisam desse aporte de gêneros alimentícios para atender crianças deficientes e especiais e a centenas de idosos que necessitam de ajuda”, disse o presidente da ALE. É verdade, mais acertado seria a destinação de verbas a essas entidades pelos canais competentes, coisa que não acontece.
COMISSÃO DO CONSUMIDOR
A Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Assembleia Legislativa do Amazonas fez mais de 15 mil atendimentos neste ano. Pelo menos 80% são queixas referentes a má prestação de serviços, como fornecimento de água e energia elétrica. A campeã do mau atendimento, conforme a CDC, foi a Águas do Amazonas. Qual o procedimento do órgão da ALE para evitar que o mesmo se repita em 2011? Vai ver que ficará só nas estatísticas.
INJUSTIÇA NO ENSINO
“Não quero legislar em causa própria (ele é professor de carreira), mas essa decisão legal representa, na realidade, uma grande injustiça para um servidor ou outro profissional que pretenda melhorar a qualidade do ensino, sendo como secretário, deputado, ou investido de outra função”. A contestação é do deputado Luiz Castro (PPS) sobre a impossibilidade de os servidores públicos da Seduc não poderem incluir na aposentadoria o tempo em que eventualmente exerceram cargos públicos.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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