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Veio Omar, veio o sonho de um novo tempo. O governador gosta de usar o termo "avançar para melhorar", mas há percalços no caminho. Não se avança sem uma educação moderna e ousada. A reestruturação que seu secretário Gedeão Amorim está fazendo é um retrocesso. Os R$ 9 milhões que o governo vai gastar com os 300 novos cargos que serão criados seriam suficientes para a manutenção das escolas técnicas que Gedeão, por razões inexplicaveis, acha difícil implantar no Amazonas.
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Talvez tenha chegado a hora de mudar o secretário, ou ao menos acordá-lo para o pesadelo que é a educação no Estado, e da necessidade urgente de melhorar seus indicadores.
Cidadãos de primeira classe
O documento da Assembleia Legislativa do Amazonas, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal, defendendo o pagamento de pensões vitalícias para os ex-governadores Vivaldo Frota, Amazonino Mendes e Eduardo Braga, diz que considera “...grave quando são nominados de forma constrangedora cidadãos que fizeram parte da vida pública brasileira e que hoje, com 80 e 90 anos, estão prestes a receber dolorosa punição”. Punido mesmo é o contribuinte que sofre trabalhando mais de 35 anos por aposentadorias irrisórias, enquanto alguns querem ter o privilégio de, com nove meses na função de governador, ganhar pensão vitalícia. Mais grave ainda é a tentativa de justificar e defender tais anomalias.
Manda que eu faço
A atitude o deputado federal Henrique Oliveira (PR) em relação ao cargo de coordenador da bancada do Amazonas no Congresso Nacional, ocupado pelo senador Eduardo Braga (PMDB), se assemelha à de quem não tem vontade própria. Diz Henrique Oliveira que é admirador e está pronto para seguir as ordens do coordenador da bancada amazonense. Resolveu assumir o papel de soldado. Em outras palavras: manda que eu faço.
Pente fina nas nomeações
Se o plenário da Câmara Municipal de Manaus avalizar o que a Comissão de Constituição, Justiça e Redação já aprovou, a nomeação de secretários e outros cargos de confiança do Executivo vai passar por um pente fino antes de o indicado assumir a função, já que a norma aprovada na CCJR institui a ficha limpa no âmbito do município. Se o texto virar lei, o prefeito vai perder margem de manobra para atender quem está sem mandato, mas ajudou na eleição.
Promessa de campanha
O projeto do vereador Hissa Abrahão (PSB) que institui a política e o sistema municipal de inclusão digital em Manaus teve parecer aprovado também na CCJR, na reunião de ontem da Câmara Municipal de Manaus. Enquanto a política espera para ser aprovada pelos vereadores, bem que o prefeito poderia cumprir aquela promessa de campanha de colocar internet nos bairros de Manaus.
Camelôs desunidos
Os mototaxistas se uniram e estão conseguindo impor sua vontade com o apoio e mesmo o oportunismo de políticos com mandato na Câmara Municipal de Manaus. Se os camelôs tivessem apelado para esse tipo de pressão junto às autoridades da área, com certeza também já teriam conseguido um lugar para exercer suas atividades fora das ruas e calçadas da cidade. Tanto é assim que até a demolição das ferragens instaladas no porto privatizado de Manaus já tem data marcada para começar e terminar.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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