Baby Rizzato tem um programa a um só tempo inteligente e interessante. Quem saiu da mesmice da programação nacional e assistiu o "Nosso Encontro", neste sábado, ficou sabendo, por exemplo, que a apresentadora não gosta da presidente Dilma, e que o senador Eduardo Braga, ao ser convidado para líder do governo no Senado, disse, um tanto incrédulo: "a senhora tem certeza do que está fazendo, presidente?"
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Braga foi o entrevistado do programa e contou isso para Baby com a maior simplicidade do mundo. Disse que a resposta de Dilma para a sua indagação foi: "sei". Provavelmente não sabia. É temperamental e, como Braga, se julga dona do mundo.
Vivendo de lembranças
O senador Eduardo Braga, que voltou a olhar pelo retrovisor durante a entrevista a Baby Rizzato, lembrou tudo o que fez durante o periodo em que governou o estado. Os projetos realizados ou iniciados e que Omar, segundo ele, "está concluindo".
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Esse é um jeito talvez inocente, mas perverso que Braga tem de minimizar o esforço do atual governador para imprimir uma cara nova ao governo , consertar erros da administração passada e honrar compromissos que afinal foram assumidos por quem mesmo ?
Os maus só criticam
Braga lamentou os que o criticam - " gente que não é do bem", como se o bem estivesse impregnado nos elogios nem sempre sinceros que recebe.
Silas não está nem aí para Braga
Outro movimento que tem ensaiado uma aparente divegência de opiniões no processo politico que se aproxima é a Assembleia de Deus, depois que as intenções do deputado federal Silas Câmara (PSD) de compor com o prefeito Amazonino Mendes passaram a ficar mais evidentes. A igreja congrega políticos de partidos divergentes, a exemplo de Wanderley Dallas que continuou no PMDB. Dallas não sabe se vai acompanhar Silas nessa composição. O deputado estadual entende que é preciso seguir as orientações de Braga e Silas parece que não está muito preocupado com o que o senador pensa sobre suas articulações.
Tucanos estão divididos
A chegada do ex-senador Arthur Neto (PSDB) a Manaus evidenciou um racha no ninho tucano. A campanha de fato ainda nem começou e as divergências entre as novas forças políticas do partido já estão bem aparentes. O impasse tem se dado por causa da provável candidatura de Arthur à Prefeitura de Manaus e não mais a uma vaga de vereador na Câmara Municipal de Manaus. Se depender do gosto do aprendiz de tucano, deputado Arthur Bisneto, o pai deve disputar cargo majoritário.
Tiro no pé
O vereador Paulo de Carli também simpatiza com essa posibilidade, bem como o ex-vereador Plínio Valério. Mas em meio a toda essa empolgação, já que os aliados de Arthur entendem que com Amazonino amargando enorme rejeição e Eduardo Braga ocupado com os afazeres de lider em Brasília, o caminho à Prefeitura de Manaus estaria bem mais favorável. Mas há quem aposte que essa mudança de Arthur poderia ser mais um tiro no pé do ex-senador que até hoje não digeriu a derrota de 2010 para a comunista Vanessa Grazziottin.
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A turma do deixa disso está em campo e vai dizer até o que for impossível ao ex-senador de que o melhor é disputar a Câmara Municipal e assim fazer uma bancada com até oito vereadores, fortalecendo o PSDB no Estado.
Sem grana, sem asas
Arthur Neto está encontrando dificuldades para se capitalizar. Campanha de Prefeito exige um alto investimento financeiro e, é nisso que ele tem pensado dia e noite.
Médicos gazeteiros
O vereador Massami Miki (PSL) confirma o que todo mundo já sabia: os médicos dos postos da saúde pública costumam ser gazeteiros. Por causa disso o vereador quer colocar ponto digital nas casinhas UBS (Unidades Básicas de Saúde) da prefeitura de Manaus. “Isso vai contribuir para melhorar o atendimento dos médicos, porque eles vão ter de cumprir o horário”, espera Massami. Resta saber se em período eleitoral o prefeito Amazonino Mendes (PDT,) que veta todos os projetos aprovados na Câmara vai acatar esse, já que os médicos, dizem, são bons cabos eleitorais.
Só encenação
Os representantes da Águas do Amazonas, Arsam e prefeitura de Manaus foram à Câmara Municipal, disseram suas “verdades”, ouviram as reclamações dos vereadores e saíram de lá como se nada tivesse acontecido. Agora querem que a casa envie por ofício os questionamentos feitos em plenário, entre os quais as 15 perguntas do vereador Joaquim Lucena (PSB) elaboradas pela relatoria da Comissão das Águas. As questões foram distribuídas no plenário por Lucena, mas parece que os dirigentes não acreditaram que eram verdadeiras. Ou talvez desconfiem que a audiência foi só encenação política.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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