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Amom e o Fundo Eleitoral

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Por Coluna do Holanda
28/07/2024 às 23h09 — em Coluna do Holanda
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É meritória a decisão do pré-candidato à Prefeitura de Manaus, Amom Mandel, de abrir mão do Fundo Eleitoral, criado  em 2017 na esteira da proibição das doações de empresas aos partidos políticos e seus candidatos. Amom teria direito a mais de R$ 13 milhões no primeiro turno. A questão é como vai bancar uma campanha difícil, demorada e cara, sem o aporte financeiro necessário. Pior, qualquer gasto terá que ser explicado de forma minuciosa à Justiça Eleitoral. 

Amom  alega que é "injustificável gastar tanto em campanhas eleitorais enquanto há questões mais urgentes, como a prevenção de incêndios no Amazonas".  Mas esse é um recurso específico para campanhas, que não pode ter outra destinação.

Amom,  por julgar  mais honesto que os demais candidatos, como induz a esse entendimento com suas declarações, precisa explicar como vai fazer campanha sem esse recurso, de onde sairá o dinheiro, pois ao contrário do que afirma, os gastos são excessivos e inevitáveis.

Para tomar tal decisão, o pré-candidato deveria ter consultado os partidos aliados, os candidatos a vereadores que formam sua base e que para ser eleitos, precisam tanto do Fundo Eleitoral quanto do seu desempenho como cabeça de chapa.

No geral, Amom, ao dizer que renuncia ao uso do Fundo Eleitoral,  cria um grande problema. Para ele, que vai precisar de capital para tocar a campanha, quanto para os aliados que necessitam dos mesmos recursos  para assegurar vaga na Câmara de Vereadores.

Amom é um bom menino. Com boas intenções, mas sem compreender ainda as dimensões de uma campanha para prefeito de uma cidade com 2 milhões de habitantes. 

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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