Nada do que o ex-prefeito Amazonino Mendes disse de Eduardo Braga - inclusive que o atual senador assumiu o governo em 2002 falido e se tornou rapidamente um dos homens mais ricos do Estado - deve ser levado a sério. Amazonino fez uma mea culpa nesta segunda-feira, durante a convenção do PMDB: "Ele" - Braga - "sempre teve razão". E admitiu: "ele brigou comigo, brigou porque tinha ideias, tinha coragem, tinha inteligência, não era um "maria vai com as outras". Com essa declaração, Amazonino ofendeu todos os demais assessores e amigos, que permanecem com ele passivamente, alguns compadecidos pela enfermidade que ainda não superou; outros, por pura necessidade...



Amazonino não sabe manipular apenas as pessoas. É um demônio quando debulha as palavras. Mas exagerou ao dizer que houve um tempo no qual ele e Braga brigavam porque estavam "plenos de amor pelo povo, grávidos de amor pelo Amazonas."
Esse tipo de gravidez, muitas vezes, acaba em aborto...
NEM O TRT ESCAPA...
O Tribunal do Trabalho da 11o Região, com sede em Manaus, estava contratando bombeiros e policiais militares em cargos de confiança. A situação, irregular, agora é alvo de procedimento aberto pelo Ministério Público Federal, que pediu uma relação dos beneficiários, bem como os cargos que ocupam e os vínculos que possuem. O caso está sendo apurado pelo procurador Alexandre Jabur. O MP desconhece a existência de convênio ou lei autorizativa para a contratação ou presença de Policiais Militares ou bombeiros no Tribunal.
INTERVENÇÃO EM COARI
Se o pedido feito nesta segunda-feira, 30, ao Tribunal de Justiça do Amazonas pelo procurador-geral de Justiça, Francisco Cruz, for acatado pelo desembargador João de Jesus Abdala Simões, o município de Coari será alvo de intervenção. O pedido do Ministério Público Estadual está fundamentado em provas e documentos. O prefeito de Coari, Adail Pinheiro, está preso desde 8 de fevereiro, mas é quem manda na prefeitura do Municipio.
O QUE O PCDOB FAZ DE PIOR
O PCdoB vai começar a “mobilização” dos sindicatos dominados ligados ao partido para atanazar a vida do governador José Melo durante os três meses de campanha eleitoral. A diretiva do “partidão” é potencializar as insatisfações localizadas dentro das categorias de servidores públicos e trabalhadores privados, a fim de deixar o governo “acossado” por negociações e paralisações.
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Nas arena política a tática será a mesma, e já foi ensaiada pelo PMDB na última quinta-feira, quando se aliou à oposição na Assembleia Legislativa para incentivar os servidores técnicos da Sefaz a tentar impedir uma reforma tributária na secretaria.
AS CONTRADIÇÕES DO PT
Os últimos acontecimentos em torno das alianças e coligações para a disputa estadual deste ano mostram, mais que nunca, que a política é volúvel como as nuvens. O PT que se mostra em público como intransigente defensor da ética e da moral na política, nos bastidores derruba seus tabus para se curvar aos interesses “maiores” dos seus dirigentes. O partido negociou a candidatura senatorial do deputado “anticorrupção” Praciano, para abrir espaço a candidaturas (federal e estadual) dos dirigentes regionais.
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Como a coisa ficou na iminência de degringolar, por uma decisão do diretório nacional de apoiar Omar Aziz, o grupo de João Pedro e Valdemir Santana entrou em desespero ante a possibilidade de intervenção no diretório. Mas manteve a candidatura do Praça.
FACILIDADES PARA O PR
A substituição do ministro dos Transportes, César Borges, que estava no cargo desde abril de 2013, ajudou o PR do senador Alfredo Nascimento a oficializar ontem, em pouco mais de meia hora, o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Reassumiu o ex-ministro Paulo Sérgio Passos, também do partido, porém mais antenado com a direção partidária. “O gesto de troca fez com que o partido entendesse a boa vontade do governo”, disse Alfredo.
COMO NA MÁFIA
Parodiando o velho jargão da máfia, os dirigentes dos partidos ditos de “esquerda radical” insistem em dizer que suas candidaturas não são “um projeto pessoal”. Mas a cada dois anos entram na disputa com os mesmos nomes que mantêm os diretórios literalmente amarrados. E como não se trata de uma questão pessoal, eles também não conseguem abrir mão de suas candidaturas próprias para formar uma aliança “impessoal”. Em mais uma eleição PSol, PSTU e PCB seguem rachados, com os candidatos de sempre.
TUCANOS DEFINEM NOMES
O presidente regional do PSDB, deputado Artur Bisneto, comandou ontem de manhã a convenção dos tucanos, na sede do Vieiralves, na qual foram homologadas as candidaturas dela próprio a deputado federal e de 35 candidatos a deputado estadual. Ou seja, o partido sai com 50% das 70 vagas para a Assembleia da coligação formada com a aliança do governador José Melo. O partido tem três nomes fortes na disputa: os vereadores Bosco Saraiva e Plínio Valério e o secretário particular do prefeito Arthur Neto, Donmarques Mendonça.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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