ALFREDO E A VIRADA DO JOGO
O candidato Alfredo Nascimento perdeu ontem a grande chance de virar o jogo. No último debate da campanha, decepcionou, inclusive seus assessores, que esperavam mais dele. A denúncia de que Omar Aziz "é processado por formação de quadrilha e sonegação fiscal", foi logo desmontada. Relatório da Polícia Federal, assinado pelo delegado Carlos André Gastão de Araújo, exclui Omar de uma investigação que de fato existiu, mas que ao seu final isentou o governador. De factoide em factoide, Alfredo vai naufragando. O que fica é a impressão, lamentável, de uma candidatura oca, que tentou vender um produto mal acabado e que se revelou incapaz de servir à sociedade.
LEVANTANDO A BOLA
A primeira pergunta do debate de ontem, feita pelo candidato Alfredo Nascimento a Omar Aziz foi uma levantada de bola para o governador-candidato, que até pareceu coisa de compadre. Ex-secretário de Segurança do Estado, o governador aproveitou para mostrar seus projetos para a área, enquanto Nascimento, na tréplica, deu algumas coordenadas do que tem na cabeça sobre o assunto.
ZONA FRANCA
A abordagem de Hissa Abrahão sobre a necessidade de não só alongar o período de vigência da Zona Franca de Manaus, mas também resolver gargalos como internet banda larga, logística, desburocratização e atenção especial às micro, pequenas e médias empresas foi apropriada. Sem ser novidade, é tema que deve ter prioridade em qualquer administração.
AS PROMESSAS
Se os candidatos cumprirem as promessas que fizeram ontem, no debate da TV Amazonas, o Estado vai virar um canteiro de obras e Manaus um paraíso. Embora tenha candidato a dizer que os cofres do Amazonas estão vazios, o dito cujo é um dos mais pródigos em promessas de ‘dar’ as coisas, como se o recurso não fosse do contribuinte, mas dele.
CHORANDO O LEITE DERRAMADO
O candidato ao governo estadual pelo PSTU, Herbert Amazonas, estava inconsolável, ontem, por não poder apresentar suas propostas no debate da TV Amazonas: “Por que impedir a nossa presença nos debates de TV? Nós que falamos diretamente com os trabalhadores”, reclamava o desprezado Herbert Amazonas pelo Twitter.
NA ÓRBITA DO PODER
Para o empresário Paulo Girardi, que assistiu ao debate de ontem à noite alojado no comitê político de Omar Aziz, no Aleixo, o candidato do PPS ao governo estadual, Hissa Abrahão, já naufragou por absoluta falta de conteúdo. Girardi conhece o meio, afinal é um dos orbitadores do poder.
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Mas a análise de Girardi se revela equivocada. Hissa deve emergir dessa campanha como uma liderança politica, apesar da falta de apoio de seu partido, o PPS, e do PSDB, todos preocupados com a possibilidade de crescimento do candidato.
IMPRESSÃO DO ELEITOR
Para o ex-candidato Paulo De Carli o debate foi interessante: “Assisti ao debate. Só não entendi direito quais eram os objetivos dos candidatos para governar o AM!”. Pelo andar da carruagem, não foi só De Carli que ficou com essa vaga impressão de vácuo político.
DETERMINAÇÃO E PAZ
Parece que a ficha caiu, finalmente, para a candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT). Ontem ela pediu determinação e paz à militância que lhe presta apoio. Deve ter descoberto algum malfeito bem grande de seus apoiadores para fazer esse pedido de paz bem nessa etapa da campanha.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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