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A hora de não tomar partido: nem STF nem Bolsonaro

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Por Coluna do Holanda
29/04/2022 às 23h10 — em Coluna do Holanda
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Um grupo de senadores - entre eles, Eduardo Braga(MDB-AM), Randolfe Rodrigues (Rede- AP) e Renan Calheiros (MDB-AL) - visitou o Supremo Tribunal Federal para manifestar solidariedade aos ministros da Corte diante dos ataques do presidente Jair Bolsonaro. Um comportamento no mínimo estranho, porque senadores fazem parte de uma Casa Legislativa que representa um Poder da República. Ao agirem isoladamente, revelam que o Poder que representam está  fragmentado.

Jornalistas que frequentam o Supremo falam que a razão da visita foi o fato de a Corte ter ficado isolada com “a falta de apoio do Congresso”. Mas não é papel do Legislativo apoiar o STF ou o Executivo. É atuar, ao menos nessa situação de aberto antagonismo, como um poder moderador, contribuindo para que a autonomia que os poderes têm não continue sendo sistematicamente violada.

O papel de restabelecer o sistema de freios e contrapesos que praticamente deixou de existir,  passou a ser fundamental e deveria ser desempenhado pelo Legislativo. Afinal, os dois lados em permanente confronto, radicalizaram, levados pela vaidade tanto do presidente como de alguns ministros  que estão colocando seus pontos de vista acima dos interesses do País.

Ah, mas Bolsonaro é um agitador que está pondo à prova a aplicação da Lei. Verdade. Mas de outro, alguns ministros se excedem  e levam de roldão o Supremo para uma situação delicadíssima.

O fato é que ninguém quer conversar. A aposta é no confronto e na possibilidade de um lado sair vencedor, não importando as consequências nefastas daí derivadas, seja para a democracia  - que está na boca de todos, mas poucos a compreendem - seja para os interesses do Brasil.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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