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A borracha do TCE

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Por Coluna do Holanda
05/05/2012 às 05h19 — em Coluna do Holanda
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Ex-gestores estão saindo do livro de ficha suja do Tribunal de Contas do   Estado por mera formalidade. Foi o caso de Lupércio Ramos, multado por irregularidades na prestação de contas da  Sejel, exercicio 2009. Para justificar a revisão do acórdão, o conselheiro Raimundo Michiles "descobriu" que a responsabilidade pelos vícios encontrados em projeto básico da secretaria tinha outro responsável, o ex-servidor Júlio Cesar Soares da Silva, como se Lupércio não fosse, à època, o ordenador de despesas e o responsavel por eventuais irregularidades. No dia anterior, também pelo critério conveniência, o TCE fez vista grossa e passou a borracha na ficha de Nelson Azedo.

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O problema do tribunal é ter pesos e medidas diferentes para casos iguais ou semelhantes.  Nem sempre os revisores são detalhistas como foi Raimundo Michiles,que encontrou na página 13 a justificativa para uma revisão que aparentemente não cabia. O pleno votou com o relator, pela revisão, convenientemente...

Contas aprovadas

O deputado Pauderney Avelino (DEM) está comprando briga com projeto que tramita na Câmara dos Deputados e, se transformado em lei, vai exigir que políticos só possam disputar cargos eletivos se apresentarem certidão de quitação eleitoral. Quer dizer, quem já teve mandato, mesmo legislativo, vai ter que provar que suas contas de campanha passaram pelo crivo dos tribunal eleitoral e foram aprovadas. Em tempos de ficha limpa, nada mais recomendável.
 
Tudo que é sólido...

O diagnóstico do ex-senador tucano Arthur Neto sobre a administração da presidente Dilma Rousseff é, no mínimo, sombrio. Eis o que afirma o diplomata: “...o governo maquiou a taxa de inflação de 2011, para acorrentá-la ao teto da meta (6,5%) e, neste exercício, o IBGE já cuidou de mexer na cesta de produtos, de modo a ‘reduzir’ a inflação em 0,4% ou 0,5%. Fato: os dois primeiros anos de Dilma se marcam por crescimento baixo, inflação alta e preocupante, nenhuma reforma estrutural e muitos escândalos no primeiro escalão e, às centenas, abaixo dele.”

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Em outras palavras, a popularidade presidencial de Dilma Rousseff, na visão de Arthur, não tem nada que a sustente e, como dizia Karl Marx “tudo que é sólido se desmancha no ar”, justamente para definir formas de governo e modos de produção, assim como ideologias.

Comemoração estranha

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) comemorou, não se sabe porquê, o possível anúncio da isenção do Imposto de Renda que incide sobre a parcela de lucros distribuída pelas empresas a seus empregados.

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Mais estranho que a comemoração de Vanessa Grazziotin sobre uma possibilidade é a cobrança do IR, já que, se o montante distribuído é lucro  sofreu tributação paga pela empresa e os empresários declaram esses valores como já tributados.

Os três mosquiteiros

Pelo menos um dos “três mosqueteiros” do PT não está mais em sintonia com o grupo linha dura do partido. O vereador Waldemir José mostrou-se indeciso quando indagado se apoiaria um candidato da base do governo ou da prefeitura, ao qual o PT se aliasse. “A sucessão ainda está sendo discutida dentro do partido”, disse, referindo-se à reunião da plenária do próximo dia 7.

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Mas os outros dois, José Ricardo e Praciano, já definiram: não aceitam alianças. “Não farei campanha para apoiar nenhum candidato desse grupo político dominante”, diz Ricardo, seguindo a linha de Praciano: “Se hay gobierno soy contra”.

Os sapatos de Máro Frota

As autoridades abusam dos sapatos durante as caminhadas pelo lamaçal da enchente que já atinge pelo menos oito bairros da capital. Durante a caminhada do governador Omar Aziz sob o temporal de quinta-feira, um assessor lembrou um episódio com o então recém-eleito vice-prefeito Mário Frota. Ao visitar um bodozal em dia de chuva, Mário queixou-se ao fotógrafo que o acompanhava: “Rapaz, olha só o prejuízo que eu tive aqui. Acabei de comprar esse sapato por 150 reais e agora estragou todo na lama!”

Chico entra na briga

Depois que viu seu principal adversário Marcos Rotta (PMDB) ser praticamente alijado da condição de pré-preferido da base governista na corrida sucessória para a prefeitura de Manaus, o líder da maioria na Assembleia Marco Antônio Chico Preto (PSD) anda colado no governador Omar Aziz. De festas a inaugurações ou caminhadas nos alagados, Chico tá em todas e não dá descanso para a sua assessoria de imprensa.

Sem tato e sem tropa


O modo Eduardo Braga (PMDB) de falar e ‘liderar’ já começou a fazer estragos na sua vida de líder do governo. Nota no site da Veja dá conta de que, em reunião sobre a questão do ICMS, o senador pelo Amazonas levantou a voz e chegou a constranger os ministros Guido mantega e Ideli Salvatti.

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Perguntado sobre seu comportamento, o senador Eduardo Braga se saiu com a pérola: “Sempre que for necessários ser firme para garantir empregos no Brasil e no Amazonas, e não na Coréia, Japão etc, o seremos sem hesitar.”

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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